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	<title>Antonio Carlos Silveira BLOG &#187; Scrum</title>
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	<description>Comments and thoughts about Internet, Gadgets and Technology</description>
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		<title>Desenvolvimento de produtos de forma incremental</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2009/09/desenvolvimento-de-produtos-de-forma-incremental/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 03:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Process]]></category>
		<category><![CDATA[Scrum]]></category>
		<category><![CDATA[Yahoo]]></category>
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		<description><![CDATA[Agora em Setembro estou completando 1 ano de Yahoo!, vim para assumir uma nova equipe de desenvolvimento de produtos e tecnologia para a América Latina, mas principalmente com foco no mercado Brasileiro. Neste período passei por diversos aprendizados mas finalmente pude colocar em prática algumas das coisas que acredito em relação a desenvolvimento de produtos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora em Setembro estou completando 1 ano de Yahoo!, vim para assumir uma nova equipe de desenvolvimento de produtos e tecnologia para a América Latina, mas principalmente com foco no mercado Brasileiro. Neste período passei por diversos aprendizados mas finalmente pude colocar em prática algumas das coisas que acredito em relação a desenvolvimento de produtos e processos.</p>
<p>O que queria provar é que é possível <strong>desenvolver um produto de forma incremental</strong>, feature a feature, aplicando um processo <strong>100% ágil</strong> e entregando resultado rápidamente, contando com a participação de usuários reais e não baseado em achismos. Este produto hoje se chama <strong><a href="http://meme.yahoo.com" target="_blank">Yahoo! Meme</a> </strong>e vou compartilhar aqui pouco de como foi esta experiência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://meme.yahoo.com"><a href="http://www.acarlos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/Screen-shot-2011-03-25-at-12.36.22-PM.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-582" title="Meme from Yahoo!" src="http://www.acarlos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/Screen-shot-2011-03-25-at-12.36.22-PM.png" alt="" width="500" /></a><br />
</a></p>
<p>Assim que cheguei no Yahoo! tive de <strong>montar a equipe</strong>, neste quesito eu já tinha certeza dos papéis que precisava:</p>
<ul>
<li>um Designer que escrevesse código e fosse responsável pela implementação 100% da Interface</li>
<li>Desenvolvedores que gostassem de TDD e que topassem fazer qualquer coisa: frontend, backend, costurar, cozinhar, etc</li>
<li>um Product Owner (PO) que tivesse conhecimento técnico e entendesse de Internet.</li>
</ul>
<p>Enquanto o processo de entrevistas e seleção da equipe rolava, eu já havia encontrado o nosso PO (<a href="http://www.pedrovalente.com">Pedro Valente</a>) e começamos a montar alguns processos de <strong>Ideation e Filtragem de ideias</strong>, começamos a fazer vários <em>brainstorms</em> e o resultado foi um &#8220;<strong>framework</strong>&#8221; (ou um arcabouço como diriam alguns teóricos brasileiros <img src='http://www.acarlos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> ) para selecionar e filtrar ideias de uma forma mais ou menos científica e menos baseada em achismos e sentimentos.</p>
<p>Alguns pontos deste framework:</p>
<ul>
<li>Definir um público alvo: nosso caso Jovens 16-32 anos;</li>
<li>Encontrar problemas reais e de grande impacto que ainda não tenham sido totalmente resolvidos;</li>
<li>Encontrados os problemas, existem Players no mercado que solucionam este problema? Podemos resolver de uma forma melhor? Podemos simplificar a solução?</li>
<li>Com as possíveis soluções, começamos a esboçar em que produtos aplicaríamos as mesmas.</li>
<li>Legal, tínhamos encontrado alguns problemas que poderíamos resolver e suas possíveis soluções, neste momento aplicamos alguns filtros para selecionar qual seria o produto que começaríamos a &#8220;prototipar&#8221;. Este filtros não passam de umas 8 perguntas com respostas binárias (sim e não) que aplicávamos a todas as ideias, depois ordenamos as idéias pelas que tinham mais respostas &#8220;sim&#8221;</li>
</ul>
<p>OBS: quando eu falo prototipar estou me referindo a desenvolver as features principais do produto. A entrega do protótipo é software funcionando e não telinhas e flashizinhos ou PPTs</p>
<p>Em paralelo a equipe foi sendo selecionada e já estávamos completos para começar a montar nosso ambiente de desenvolvimento e a escrever as principais User Stories do nosso primeiro protótipo. Este é um dos momentos onde o fato de termos <strong>um Product Owner com conhecimento técnico é vital</strong>, pois grande parte das primeiras User Stories seriam de infraestrutura básica do produto, o desenvolvimento das provas de conceito para confirmarmos a viabilidade do produto.</p>
<p>A entrega deste Sprint Zero, em Dezembro de 2008, seria algo muito mais técnico e menos visual e ainda teríamos que entregar os ambientes de Desenvolvimento, Continuous Integration, Staging, etc. O PO precisa ter sensibilidade para entender o que é importante ser priorizado e que algumas vezes as entregas serão mais técnicas (mas sempre sem perder o foco no usuário final).</p>
<p>Com as peças em seus devidos lugares, iniciamos o desenvolvimento do nosso primeiro produto e quando participei do primeiro Sprint Review, sabia que tínhamos algo na mão que pudesse dar um bom resultado. O projeto nesse momento tinha o <em>codename</em> de &#8220;GoodStuff&#8221;, pois queríamos permitir que os usuários tivessem um lugar onde eles pudessem propagar coisas legais (good stuff) que eles encontrassem pela Internet de forma fácil e rápida</p>
<p>E assim começamos a desenvolver User Story a User Story, funcionalidade por funcionalidade e em Fevereiro de 2009 fizemos nosso primeiro release interno dentro da rede do Yahoo!, apenas alguns poucos Yahoos poderiam usar o produto e nos dar <strong>feedback</strong>. O interessante é que o produto em si, possuía apenas algumas poucas funcionalidades, o que definimos como os maiores diferenciais e precisamos saber se estávamos realmente no caminho certo, para isso nada melhor do que ouvir <strong>usuários de verdade</strong>.</p>
<p>Para se ter uma ideia de como o produto estava no básico do básico o thumbnail/avatar de todos os usuários era fixo (usavamos uma imagem do <a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2009/03/12/ult4213u663.jhtm" target="_blank">Vitor Fasano</a>), que depois virou uma User Story: &#8220;Eu como usuário não quero mais ter o thumbnail do Vitor Fasano&#8221;.</p>
<p>Assim caminhamos por mais alguns Sprints, repriorizamos as Stories baseadas no feedback dos usuários, mas sem perder o<strong> foco no</strong> <strong>objetivo</strong> que traçamos para o Produto, sobre este assunto eu sempre gosto de citar uma frase de <strong>Henry Ford</strong> na ocasião do lançamento do Ford T.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se eu perguntasse para meus clientes o que eles gostariam, eles me responderiam: Cavalos mais rápidos&#8221;</p></blockquote>
<p>É muito importante ter a visão de onde você quer chegar e depois ir adaptando o caminho que você toma com base no que seus usuários dizem e em como o mercado evolui.</p>
<p>Fomos aumentando o número de Yahoos com acesso ao produto, coletando mais feedback e em Abril deste ano chegamos ao ponto onde tínhamos o que classificamos como &#8220;<strong>good enough</strong>&#8221; e fizemos um lançamento que chamamos de &#8220;<strong><em>Friends and Family</em></strong>&#8220;, foi a primeira vez que o produto foi aberto para usuários externos ao Yahoo!, foi neste momento que escolhemos o nome Meme. A equipe convidou alguns familiares e amigos e cada um destes tinha o direito a convidar outros 3 amigos e assim por diante, chamamos esta fase de Private Alpha.</p>
<p>Agora com mais e mais usuários chegando pudemos coletar mais feedback, e assim os usuários passaram a fazer parte do desenvolvimento do produto, nos dando dicas do que eles achavam importante e como podíamos melhorar. Com estes dados repriorizamos coisas que julgávamos como não prioridade. Por exemplo, um dos maiores pedidos era a possibilidade de buscar por outros usuários, então desenvolvemos uma busca de pessoas super simples, e depois comentários, e assim por diante. Internamente o produto fez tanto sucesso que nos foi pedido para fazermos uma versão em Espanhol, que lançamos em meados de Julho e depois uma versão em Inglês que lançamos no final de Agosto. Hoje o Yahoo! Meme esta em <strong>Private Alpha em 4 países: Brasil, México, Argentina e Philippines</strong>, e quem sabe o que virá mais a frente.</p>
<p><a href="http://developer.yahoo.com/yql/"><img class="alignleft" style="margin: 0px 5px;" title="YQL" src="http://l.yimg.com/a/i/us/pps/yql128.gif" alt="" width="107" height="107" /></a>Em Setembro abrimos nossa API, baseada no <a href="http://developer.yahoo.com/yql/" target="_blank">Yahoo Query Language (YQL)</a>, que permite desenvolvedores usarem uma sintaxe similar ao SQL para recuperar dados do Meme. Sem fugir muito do tópico mas já fugindo, este aqui é um exemplo de query YQL que devolve todas as infomações sobre o meu meme.</p>
<blockquote><p>SELECT * FROM meme.info WHERE name=&#8217;acarlos1000&#8242;;<a href="http://developer.yahoo.com/yql/console/?q=SELECT%20*%20FROM%20meme.info%20WHERE%20name%3D%27acarlos1000%27" target="_blank"><br />
Clique aqui para ver o resultado no Console do YQL</a></p></blockquote>
<p>Aqui tem um um outro exemplo que mostra 100 dos meus seguidores ordenados por número de seguidores;</p>
<blockquote><p>SELECT * FROM meme.followers(100) WHERE owner_guid IN (SELECT guid FROM meme.info WHERE name=&#8217;acarlos1000&#8242;) | sort(field=&#8221;followers&#8221;) | reverse();<a href="http://developer.yahoo.com/yql/console/?q=SELECT%20*%20FROM%20meme.followers(100)%20WHERE%20owner_guid%20IN%20(SELECT%20guid%20FROM%20meme.info%20WHERE%20name%3D%27acarlos1000%27)%20%7C%20sort(field%3D%22followers%22)%20%7C%20reverse()%3B" target="_blank"><br />
Clique aqui para ver o resultado no Console do YQL</a></p></blockquote>
<p>Finalmente, a lição que aprendi neste último ano é que, sim possível desenvolver produtos de forma incremental e que tenham alcance mundial se o problema que você esta resolvendo for grande o suficiente e a sua solução simples o suficiente, de forma a que o produto faça sentido em diversas partes do mundo.</p>
<p>Por último agora em Setembro, <strong>nosso time foi eleito um dos 10 melhores times de todo o Yahoo!</strong> entre mais de 14.000 funcionários, ganhando um prêmio interno chamado de <strong>Yahoo! Super Star Award</strong>. Mais uma prova de que se você tiver foco, entregar valor consistentemente e executar com qualidade o reconhecimento sempre virá.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><a href="http://www.flickr.com/photos/fabiogiolito/3865119381/"><img class=" " title="Yahoo! Super Star Award, assinado pela CEO Carol Bartz" src="http://farm4.static.flickr.com/3527/3865119381_8fa572009d.jpg" alt="Yahoo Super Star Award, assinado pela CEO Carol Bartz" width="333" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Yahoo Super Star Award, assinado pela CEO do Yahoo! Carol Bartz</p></div>
<p>Abs e confiram o meu Meme: <a href="http://meme.yahoo.com/acarlos1000">http://meme.yahoo.com/acarlos1000</a>, se precisarem de convites para entrar, escrevam um comentário com seu e-mail que eu envio mais tarde.</p>
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		<title>Campus Party &#8211; Slides sobre Agile Development</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2009/01/campus-party-slides-sobre-agile-development/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
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		<category><![CDATA[Yahoo]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta semana estive no Campus Party e fiz uma apresentação sobre conceitos básicos em Desenvolvimento Ágil com Scrum, abaixo seguem os slides. Scrum Agile Development Intro &#8211; Campus Party 2009 View more presentations or upload your own. (tags: development process)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana estive no Campus Party e fiz uma apresentação sobre conceitos básicos em Desenvolvimento Ágil com Scrum, abaixo seguem os slides.</p>
<div id="__ss_946732" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Scrum Agile Development Intro - Campus Party 2009" href="http://www.slideshare.net/acarlos1000/scrum-agile-development-intro-campus-party-2009-presentation?type=presentation">Scrum Agile Development Intro &#8211; Campus Party 2009</a><object width="425" height="355" data="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=campusparty2009scrumagiledevelopmentintro-1232728881813451-2&amp;rel=0&amp;stripped_title=scrum-agile-development-intro-campus-party-2009-presentation" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=campusparty2009scrumagiledevelopmentintro-1232728881813451-2&amp;rel=0&amp;stripped_title=scrum-agile-development-intro-campus-party-2009-presentation" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> or <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/upload?type=presentation">upload</a> your own. (tags: <a style="text-decoration:underline;" href="http://slideshare.net/tag/development">development</a> <a style="text-decoration:underline;" href="http://slideshare.net/tag/process">process</a>)</div>
</div>
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		<title>Agile UX: como integrar UX e desenvolvimento</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/12/agile-ux-como-integrar-ux-e-desenvolvimento/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 04:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[General]]></category>
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		<description><![CDATA[Agilidade envolvendo Experiencia do Usuário, ou simplesmente UX, é um dos assuntos mais quentes no &#8220;mundo ágil&#8221; nos últimos tempos, como fazer para integrar o desenvolvimento de software com a Experiência do Usuário e Design. O Jakob Nielsen fez um ótimo post a respeito (com um viés um pouco &#8220;nós contra eles&#8221;) com direito a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://failblog.org/2008/10/31/graphic-design-fail/"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Design Fail" src="http://failblog.files.wordpress.com/2008/10/fail-owned-vermont-syrup-graphic-design-fail1.jpg" alt="" width="175" height="234" /></a></p>
<p>Agilidade envolvendo Experiencia do Usuário, ou simplesmente <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/User_experience" target="_blank">UX</a>, é um dos assuntos mais quentes no &#8220;mundo ágil&#8221; nos últimos tempos, como fazer para integrar o desenvolvimento de software com a Experiência do Usuário e Design. O <a href="http://www.useit.com/alertbox/agile-methods.html" target="_blank">Jakob Nielsen fez um ótimo post a respeito</a> (com um viés um pouco &#8220;nós contra eles&#8221;) com direito a<a href="http://alistair.cockburn.us/Nielsen+on+agile+and+usability" target="_blank"> um post resposta bem legal do Alistair Cockburn</a>. E alguns dias atrás o <a href="http://gc.blog.br" target="_blank">Guilherme Chapiewski</a> fez um <a href="http://gc.blog.br/2008/12/19/como-trabalhar-com-os-designers/" target="_blank">excelente post</a> sobre como tem sido a experiência na <a href="http://www.globo.com">Globo.com</a> até o momento. Eu passei por este problema lá e quando vim para o <a href="http://www.yahoo.com" target="_blank">Yahoo!</a> resolvi tentar um novo &#8220;approach&#8221;, que na verdade era o que eu sempre quis fazer na Globo.com.</p>
<p>A primeira diferença que notei é que no Yahoo! não existem as diversas camadas de responsabilidades na parte de Interface/UX/Design. Na Globo.com existem três camadas que são responsáveis pelo visual e UX de um projeto: Os designers, os Arquitetos da Informação e os desenvolvedores Client Side. Claro que os problemas são muito amenizados quando estes três profissionais são alocados no mesmo time ágil. Mas agora olhando de fora, eu sinceramente acho que isso não resolve o problema.</p>
<p>No final o problema principal é a comunicação, como todos sabemos e <a title="Jack Welch - Layers" href="http://www.businessweek.com/perm/content/07_26/b4040074.htm" target="_blank">já foi mencionado por Jack Welch</a> (veja o quote abaixo) quanto mais camadas vc tiver pior será a comunicação, maior será a burocracia e principalmente o comprometimento com o produto final, podendo gerar os <a href="http://www.acarlos.com.br/blog/2008/07/o-perigo-do-mini-waterfall/" target="_blank">mini-waterfalls</a>.</p>
<blockquote><p><span class="deck">The more layers in a business, the more spin, meddling, and worst of all, delays</span> <!--/DECK--></p></blockquote>
<p>Quando estava formando meu time no Y! uma das principais premissas era não criar silos de especialização, ou seja, ter desenvolvedores que queiram mexer com todo o ciclo de desenvolvimento desde BackEnd, Banco de dados até Frameworks Javascript e TDD; um <a href="http://www.mountaingoatsoftware.com/product-owner" target="_blank">Product Owner</a> que queira entender a importância dos desenvolvimentos de infra-estrutura e processos de qualidade e, neste mesmo contexto, eu tb estava procurando um Designer que não tivesse medo que meter a mão em código e desenvolver a parte Client Side quando fosse necessário. A primeira parte não foi tão difícil, existem muitos desenvolvedores multifuncionais e que tem a cabeça aberta para assimilar que eles devem entender de todo o ciclo e não apenas de uma ou outra parte. Mas achar um Designer/UX que também entenda de implementação não é nada fácil. Apesar de que todos os Designers que conheço (ou quase todos) fazem &#8220;freelas&#8221; que envolvem escrever código e muitas vezes desenvolvimento usando PHP ou Ruby, quando estão trabalhando na empresa muitos deles se limitam a gerar um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Adobe_Photoshop" target="_blank">PSD</a>, muitas vezes não porque queiram, mas devido a forma como o processo foi estruturado.</p>
<p>No meu time atual tive a sorte (e bota sorte nisso) de encontrar um Designer que gosta de desenvolver toda a experiência, e tem a função de garantir que a visão de funcionamento e design do produto esta sendo bem executada do início ao fim. Neste caso o Designer ou UED (User Experience Designer) tem a responsabilidade de criar a experiência usando sua ferramenta favorita (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Adobe_Fireworks" target="_blank">Fireworks</a> no caso) e depois implementar este design em código garantindo que tanto o visual quanto a experiência será a mesma em todos os browsers que suportamos e de que as boas práticas de implementação estão sendo seguidas.</p>
<p>O que sempre ouvi dizer é que não é possível fazer a interface/design sem pensar no produto todo, na experiência que estou tendo nesse momento posso dizer que isso é meia verdade. A visão do produto precisa estar clara: o que é o produto, quais as funcionalidades chave, qual o público que ele se destina, etc. Mas estou podendo constatar que não é preciso ter todos os detalhes para desenhar a experiência, e que sim podemos fazer a implementação da experiência aos poucos junto com a evolução do produto. No nosso caso estamos apenas no segundo Sprint e o desenvolvimento da interface/design e UX estão seguindo as histórias priorizadas no Backlog, e é muito legal ver a interface ganhando forma de uma maneira iterativa, posso dizer que a interface do nosso protótipo mudou umas 10 vezes (totalmente) e isso em nada impactou os desenvolvedores.</p>
<p>Isso acontece porque decidimos separar totalmente a &#8220;camada de apresentação&#8221; da &#8220;camada de negócios&#8221;, o UED é responsável pela camada de apresentação codificando e comitando os templates <a href="http://www.djangoproject.com/" target="_blank">Django</a> diretamente no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Subversion_(software)" target="_blank">SVN</a>. Com isso o UED tem total controle da interface e pode alterar totalmente a usabilidade sem necessitar de outras pessoas (camadas) para isso.</p>
<p>Na última semana, foi até engraçado, pois estavamos todos trabalhando com uma interface na cabeça e de um dia para o outro o UED do time mudou totalmente o funcionamento da interface &#8211; para melhor claro. Neste momento me lembrei de como seria se tivessemos as três camadas envolvidas (designer, arquiteto, clientside) &#8230; acho que levaria alguns dias/semanas para discutir tudo e no final provavelmente a interface seria vetada por se tratar de uma mudança muito radical. Neste ponto vale lembrar que não adianta ter pessoas de qualidade se vc não deixar que elas tomem decisões, neste caso quem possui a última palavra em termos de UX é o nosso UED.</p>
<p>Voltando aos principios ágeis, onde pensamos iterativamente, sempre entregando software funcionando a cada sprint, posso dizer que se fossemos utilizar a forma antiga onde o UED investe 20 dias (no mínimo) pensando em todos os fluxos possíveis do produto, mais a identidade visual, mais toda a teoria. Com certeza hoje estariamos jogando grande parte deste trabalho fora, pois a idéia do funcionamento do produto evoluiu muito nos últimos 15 dias, e ao incluirmos evoluções iterativas do design/UX conseguimos fazer os ajustes necessários e o impacto foi mínimo. Claro que estou contando com possíveis grandes alterações no futuro, mas pelo menos estas alterações serão fruto da visualização do design aplicado na prática e não de um monte de PSDs e Fluxos de arquitetura.</p>
<p>Ainda não sei o quanto esta forma de trabalhar vai escalar no futuro, mas o ganho que tivemos na agilidade e na qualidade neste início estão valendo a pena.</p>
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		<title>Porque odeio ferramentas de gerenciamento</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/12/odeio-ferramentas-de-gerenciamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 22:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[General]]></category>
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		<description><![CDATA[Para as pessoas que me conhecem melhor, esse título não é nenhuma novidade, na verdade eu repito esta frase de tempos em tempos só pra me lembrar do quanto eu odeio ferramentas de gerenciamento de projetos. Também já  adianto que este post será grande e nem todos vão concordar tenho certeza. Em todos os eventos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para as pessoas que me conhecem melhor, esse título não é nenhuma novidade, na verdade eu repito esta frase de tempos em tempos só pra me lembrar do quanto eu odeio ferramentas de gerenciamento de projetos. Também já  adianto que este post será grande e nem todos vão concordar tenho certeza.</p>
<p>Em todos os eventos relacionados a desenvolvimento de software sempre tem uma pergunta da platéia sobre que ferramentas são usadas para gerenciar as equipes que usam métodos ágeis. Algumas estão aqui:</p>
<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px 15px;" title="Question mark" src="http://farm3.static.flickr.com/2273/1781000505_ba41e72314_t.jpg" alt="" width="100" height="99" /></p>
<p>- Como gerar relatórios e ver como estão as coisas?<br />
- Como ter certeza de que um release será entregue? Eu consigo ver isso quando uso o M$ Project!<br />
- Como podemos controlar as pessoas que são alocadas parcialmente em diversos projetos sem uma ferramenta?</p>
<p>Ai quando penso nas respostas vejo que o título deste post não esta sendo verdadeiro, na verdade não é que eu não goste de ferramentas de gerenciamento, eu não gosto de ferramentas de uma forma geral. Isso é tão verdade que tenho uma resistência muito grande para aceitar tools nas minhas equipes, isso aconteceu recentemente quando minha equipe no <a href="http://br.yahoo.com">Yahoo!</a> sugeriu usarmos o <a href="http://www.campfirenow.com/" target="_blank">Campfire</a> para registrar os bate papos da galera e os links que são trocados, assim todos podem ter um log do que aconteceu durante o dia. Tenho uma grande preocupação de que uma ferramenta vá efetivamente adicionar valor ao trabalho das pessoas e não apenas gerar mais um passo no dia a dia delas que não seria necessário se não fosse o relatório para o gerente ou diretor, que na maioria das vezes nem lê estes relatórios.</p>
<p>O que mais me chateia neste tipo de pergunta é que existe um fato que muitas vezes não admitimos,  as pessoas preferem acreditar muito mais no que uma ferramenta mostra do que se um &#8220;humano&#8221; apresentasse a mesma informação. As pessoas preferem conversar por um chat ou IM do que levantar e ir conversar cara a cara ou no pior dos casos por telefone. Com o decorrer dos tempos e a popularização de diversas tecnologias passamos a nos apoiar nessas ferramentas de forma desmedida, em detrimento do relacionamento e do trabalho em equipe. Neste ponto acho importante fazer uma mea culpa, eu sou viciado em tecnologia e uso meu iPhone o dia todo, o tempo todo, twittando, mandando SMSs e navegando, mas isso não me tira o dever de interagir com meus colegas e amigos entre uma twitada e outra <img src='http://www.acarlos.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quando falamos em desenvolvimento ágil estamos falando de pessoas (vejam o <a href="http://www.acarlos.com.br/blog/2008/12/video-palestra-do-danilo-na-falando-em-agile-2008/" target="_blank">vídeo do Danilo Bardusco</a>),  nestas equipes preferimos usar a comunicação verbal do que documentos com happy paths e paths alternativos e preferimos desenvolver o que sabemos com clareza do que tentar prever o futuro por seis meses, acredito muito na premissa que li em uma <a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2007/11/16/j-allard-the-failures-of-the-zune-and-the-record-labels/" target="_blank">entrevista do J Allard</a> (head de games da Microsoft e responsável pelo projeto do Xbox) “<em>if it’s a possibility that you may fail, then fail fast and learn</em>“.</p>
<p>Voltando a questão de gerenciamento por ferramentas, é importante dizer que nunca trabalhei com equipes espacialmente distribuídas, já vi várias aqui no Yahoo!, mas eu nunca gerenciei uma delas. Então toda a minha experiencia vem de trabalhar com equipes alocadas no projeto, fora quando eu trabalhava com <a href="http://blog.fragmental.com.br/2007/06/07/3-letrinhas/" target="_blank">empresas terceiras de três letrinhas</a>, onde experimentei na própria pele o pesadelo das malditas fábricas de software.</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/acarlos1000/2384987405/"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="White board" src="http://farm3.static.flickr.com/2076/2384987405_f050fae393_m.jpg" alt="" width="180" height="240" /></a>Sendo assim, quando desenvolvemos algumas coisas, eu basicamente uso o Quadro branco com post-its ou cartões (<a href="http://blog.fragmental.com.br/2008/03/22/abaixo-o-gerenciamento-por-post-it/">como prefere o Phillip Calçado</a>). Mas em alguma situações admito que é preciso gerar algum tipo de report para áreas gerenciais. Na minha opinião não existe nada melhor do que ver o quadro, nada é mais claro para ver como as coisas estão andando do que o quadro com as Histórias, tarefas e o burndown chart.</p>
<p>Atualmente estou usando um <a href="http://www.twiki.org">Twiki</a> que gera os principais gráficos de acompanhamento do sprint, é exatamente da mesma forma que usava quando trabalhei na <a href="http://www.globo.com">Globo.com</a>, lembro que na época existia uma vontade ensandesida de comprar alguma ferramenta para que as equipes pudessem atualizar suas tarefas e assim gerar relatórios fantásticos de custos e performance, bugs por pessoa, por linha de código ou por piscada de olho do desenvolvedor.</p>
<p>O problema na verdade não esta no relatório ou na ferramenta, o problema real é que as pessoas não confiam umas nas outras, e elas se apóiam em tecnologias e ferramentas para se blindar e muitas vezes se armar e poder desmascarar uns aos outros. Agora como é que se pode trabalhar em um ambiente em que não existe confiança, onde as pessoas ficam falando pelas costas umas das outras. <strong>Este é O PROBLEMA</strong>, e as ferramentas de gerenciamento não resolvem isso, só agravam. Não é pagando <a href="http://studios.thoughtworks.com/mingle-agile-project-management/pricing-and-license" target="_blank">US$566.40 dólares por usuário/ano</a> em uma ferramenta que se resolve esse isso, porque nenhuma ferramenta pode arrumar isso, só uma conversa clara, limpa e verdadeira é que pode ajudar a resolver essa situação.</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/dancoulter/21042744/"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="robos humanos" src="http://farm1.static.flickr.com/16/21042744_0640512665_m.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Havendo transparência e confiança, pode-se trabalhar para arrumar os nossos defeitos e outros problemas, afinal de contas somos humanos e não máquinas.</p>
<p>Muitos podem não concordar comigo, não tem problema, acho que todos temos as nossas opiniões e acho legal que tenhamos divergências, mas eu já sofri muito e tentei muito usar ferramentas na minha vida. Mas cansei, elas nunca funcionaram comigo, e olha que já trabalhei com diversas empresas <a href="http://www.valuebasedmanagement.net/methods_cmm.html" target="_blank">CMM5</a> e com <a href="http://blog.fragmental.com.br/2007/06/07/3-letrinhas/" target="_blank">três letrinhas</a> que são super premiadas internacionalmente e não adiantou, os M$ Projects nunca diziam a verdade e tínhamos sempre que &#8220;gambiarrar&#8221; o projeto, onde geralmente o que era cortado de cara era a qualidade e as pessoas eram tratadas como utensílios. <em>&#8220;Ah este recurso aqui esta alocado 13% em requisitos deste projeto, mas ele atua como tester 35% neste outro projeto aqui&#8221;</em> QUEM é que em sã consciência acredita que um humano consegue se controlar desse jeito (13% para um lado, 35% para outro, 26,5% para tal coisa) isso é muito idiota.</p>
<p>Por ter errado muito na minha vida e ter caído no <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070402134410AAVcjlx" target="_blank">conto da carochinha</a> muitas vezes, pensando que selos e certificados significavam alguma coisa, eu aprendi a ter aversão a ferramentas e processos burocráticos, pesados e principalmente mentirosos. Tem uma frase que uso muito e que ouvi pela primeira vez de um diretor de uma grande empresa de comunicação: &#8220;<em>Cachorro mordido por cobra, tem medo de salsicha!</em>&#8220;.</p>
<p>Hoje em dia o que mais vale pra mim é estar bem com o que estou fazendo, discutir de forma construtiva com minha equipe e outras pessoas e poder trabalhar com coisas legais, mesmo sabendo que nem sempre fazemos coisas legais 100% do tempo. #prontofalei.</p>
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		<title>Falando em Agile 2008</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/10/falando-em-agile-2008/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 12:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta semana vou fazer uma palestra no Falando em Agile 2008, evento organizado pela Caelum do Paulo Silveira e do Alexandre Magno. Esta é a primeira edição deste evento com foco em agilidade e processos de desenvolvimento de software, um assunto cada vez mais recorrente no nosso dia a dia e tema constante em todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Falando em Agile 2008" src="http://www.caelum.com.br/falando-em-agile/images/falando-agile-site_06.gif" alt="" width="114" height="127" /> Esta semana vou fazer uma palestra no <a href="http://www.caelum.com.br/falando-em-agile/" target="_blank">Falando em Agile 2008</a>, evento organizado pela <a href="http://www.caelum.com.br/" target="_blank">Caelum</a> do Paulo Silveira e do <a href="http://amagno.blogspot.com" target="_blank">Alexandre Magno</a>. Esta é a primeira edição deste evento com foco em agilidade e processos de desenvolvimento de software, um assunto cada vez mais recorrente no nosso dia a dia e tema constante em todos os eventos relacionados a tecnologia que participo e leio a respeito.</p>
<p>Apesar de ser a primeira edição do evento, a Caelum trás na bagagem a experiência de realizar o Falando em Java, evento já bem conhecido dos desenvolvedores e muitos anos de participação na comunidade de desenvolvedores no Brasil.</p>
<p>Como não poderia deixar de ser, a agenda esta excelente. Vou poder reencontrar alguns velhos amigos e trocar idéias com pessoas que estão buscando se aprimorar e conhecer mais sobre processos ágeis de desenvolvimento, entre os palestrantes estão <a href="http://blog.fragmental.com.br" target="_blank">Phillip Calçado</a>, <a href="http://gc.blog.br" target="_blank">Guilherme Chapiewski</a>, <a href="http://bardusco.wordpress.com" target="_blank">Danilo Bardusco</a> e o <a href="http://www.agilemanagement.net/">David Anderson</a>, um dos criadores do <a href="http://www.infoq.com/fdd" target="_blank">FDD (Feature Driven Development)</a>. <a href="http://www.caelum.com.br/falando-em-agile/programacao.jsp" target="_blank">Aqui esta a agenda completa</a>.</p>
<p>Eu vou falar sobre o Product Owner e seu papel dentro de um time ágil, e discutir alguns pontos que sempre surgem quando se fala sobre a sua atuação: o Product Owner pode ser técnico? O PO é parte do Time ou deve ficar de fora do Time? Como se planejar para entregar um release em uma data específica?</p>
<p>Vejo vcs lá!</p>
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		<title>Mudança de rumo, agora vou vestir roxo</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 05:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de mais de 7 anos na Globo.com, chegou a hora de mudar de rumo. Não, não estou saindo do mercado de Internet, nem de desenvolvimento de software para montar um grupo de pagode ou vender produtos Apple. Estou me mudando para São Paulo e me juntando a equipe do Yahoo! no Brasil, estou assumindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de mais de 7 anos na <a href="http://www.globo.com" target="_blank">Globo.com</a>, chegou a hora de mudar de rumo. Não, não estou saindo do mercado de Internet, nem de desenvolvimento de software para montar um grupo de pagode ou <a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2309838500" target="_blank">vender produtos Apple</a>. Estou me mudando para São Paulo e me juntando a equipe do <a href="http://br.yahoo.com" target="_blank">Yahoo!</a> no Brasil, estou assumindo uma posiçãoo de gerente sênior de desenvolvimento em um time que preciso montar do zero (mas isso é assunto para outro post). Saio do <span style="color: #3366ff;">Azul</span> para o <span style="color: #800080;">Roxo</span>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2328527740"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3044/2328527740_7a841ca6c0.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<p>Hoje foi meu último dia e na segunda-feira (01/09/2008) já começo no Yahoo!, na verdade as últimas semanas foram bem pesadas, pois tenho um imenso link afetivo com a Globo.com e com as pessoas que fazem esta empresa. Quando saí­ da <a href="http://www.realnetworks.com" target="_blank">RealNetworks </a>em 2001 para me juntar à  Globo.com, eu era apenas um engenheiro, não tinha equipe e sempre trabalhei sozinho. Nestes 7 anos tive o prazer de montar uma equipe sensacional e de trabalhar com alguns dos melhores profissionais de Internet e Tecnologia do Brasil, sem sombra de dúvidas. Nunca me faltaram desafios, nem técnicos, nem gerenciais, nem políticos/relacionamento e todos estes me fizeram crescer e ganhar maturidade como profissional e como pessoa.</p>
<p>O ambiente de trabalho da Globo.com sempre foi excelente, mesmo nas épocas de vacas magras e de bolhas estourando, é uma empresa com alta tolerância a erros e grande &#8220;liberdade&#8221;, e quando bem usado  é o ambiente ideal para se ter idéias e torná-las realidade. Empresas assim nos dias de hoje são raras.</p>
<p>É importante lembrar que a Globo.com é uma empresa de mídia na Internet, não espere que ela vá desenvolver <a href="http://www.orkut.com.br" target="_blank">Orkuts</a> e plataformas de <a href="http://maps.google.com" target="_blank">Mapas</a>, o foco é em conteúdo e em tudo o que é possível se fazer em torno desta montanha de conteúdo que as Organizações Globo geram, seja em ví­deo, texto, fotos, etc, adicionando valor a esses assets.</p>
<p>Em um movimento pra tornar a Globo.com uma empresa mais &#8220;Internética&#8221;, gerou-se diversos fronts de ação e entre eles trazer talentos e profissionais de referência na comunidade de desenvolvimento, como o <a href="http://fragmental.tw/" target="_blank">Phillip Calçado</a> (hoje <a href="http://www.thoughtworks.com/" target="_blank">ThoughtWorks</a>), <a href="http://gc.blog.br" target="_blank">Guilherme Chapiewski</a>,  <a href="http://www.peleteiro.net/" target="_blank">Peleteiro</a> e mais recentemente <a href="http://fmeyer.org/" target="_blank">Fernando Meyer</a> e <a href="http://andrewsmedina.com/" target="_blank">Andrews Medina</a>, que vieram juntar forças com as equipes existentes. Passamos a implementar um processo mais ágil de desenvolvimento (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Scrum_(development)" target="_blank">Scrum</a>) e estamos caminhando com os ajustes e acertos necessários, mudar não é fácil!</p>
<p>Tive tb o privilégio de fazer parte de alguns dos maiores projetos da Internet Brasileira, <a href="http://bbb.globo.com" target="_blank">Big Brother Brasil</a> (todos os 8), transmissão ao vivo da Copa de 2006, NBA Live, trazer o <a href="http://www.blogger.com.br" target="_blank">Blogger.com</a> para o Brasil, construir toda a infra de produção e distribuição de vídeos da Globo.com, o Globo Media Center (atualmente <a href="http://video.globo.com" target="_blank">Globo Vídeos</a>), <a href="http://www.acarlos.com.br/blog/2008/04/vc-na-tv-globo/" target="_blank">Você na TV Globo</a> e vários outros projetos internos que mantém a máquina funcionando. Foram MUITOS Gbps de tráfego e muitas noites varadas em janelas e montagens de infra e lançamentos. Sem falar nos campeões de audiência como <a href="http://www.g1.com.br" target="_blank">G1.com.br</a> e <a href="http://www.globoesporte.com" target="_blank">GloboEsporte.com</a>, onde atuei marginalmente, mas foi super importante para mim.</p>
<p>Mas agora chegou a hora de passar o bastão, e de realizar meus próximos sonhos de infância seguindo humildemente os conselhos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Randy_Pausch" target="_blank">Randy Pausch</a> em &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ji5_MqicxSo" target="_blank">Really Achieving your Childhood Dreams</a>&#8221; (este é um vídeo totalmente obrigatório).</p>
<p>Deixo a Globo.com em excelente forma, nas mãos de excelentes profissionais e com a certeza do dever cumprido.</p>
<p>Por fim, quero agradecer mais uma vez a toda equipe WebMedia: <a href="http://gc.blog.br" target="_blank">Guilherme &#8220;sem noção&#8221; Chapiewski</a>, <a href="http://www.azamba.net/" target="_blank">Marcello &#8220;Animal&#8221; Azambuja</a>, <a href="http://peczenyj.blogspot.com/" target="_blank">Tiago &#8220;pac man&#8221; Peczenyj</a>, <a href="http://rafaelspereira.wordpress.com/" target="_blank">Rafael &#8220;Burns&#8221; Pereira</a>, <a href="http://brunofms.wordpress.com" target="_blank">Bruno &#8220;Boneca&#8221; Souza</a>, <a href="http://programandosemcafeina.blogspot.com/" target="_blank">Tiago &#8220;Sergio&#8221; Motta</a>, Carlo &#8220;ZeD&#8221; Caputo, <a href="http://vp.blog.br" target="_blank">Vitor &#8220;Pedro&#8221; Pellegrino</a>, <a href="http://www.brunodulcetti.com/blog/" target="_blank">Bruno &#8220;Dulça&#8221; Dulcetti</a>, <a href="http://cainanunes.com/" target="_blank">Caina &#8220;Caetano&#8221; Nunes</a>, <a href="http://gcirne.wordpress.com" target="_blank">Guilherme &#8220;Ganso&#8221; Cirne</a>, <a href="http://www.brunocarvalho.com" target="_blank">Bruno &#8220;Barney&#8221; Carvalho</a>, Carol Caliopio, Thiago &#8220;Claudio&#8221; Mello, <a href="http://www.estacazero.com" target="_blank">Leo Burla</a>, Diogo Kiss, <a href="http://www.anselmoalves.com" target="_blank">Anselmo &#8220;picanha com fritas&#8221; Alves</a>, o recém chegado <a href="http://www.jeveaux.com/blog/" target="_blank">Paulo &#8220;Panoramix&#8221; Jeveaux</a> e tb aos ex-WebMedia: Fernando Valente, Luiz Felipe &#8220;Henrique&#8221; Silva, Marco &#8220;the French&#8221; Bicudo e <a href="http://fragmental.tw/" target="_blank">Phillip &#8220;Shoes&#8221; Calçado</a> &#8230; e Especial aos velhos amigos <a href="http://bardusco.wordpress.com" target="_blank">Danilo &#8220;Picareta&#8221; Bardusco</a>, Magno &#8220;Coró&#8221; Torres, Marco Lucio e Jacques Varaschim.</p>
<h2><span style="color: #000000;">YOU GUYS ROCK!</span></h2>
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		<title>Distância ainda é importante</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 06:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sou muito a favor do uso de ferramentas eletrônicas no gerenciamento de projetos tocados por equipes ágeis, no entanto, até o momento não tivemos que lidar com grandes distância entre membros de um mesmo time ou entre times na <a href="http://www.globo.com" target="_blank">Globo.com</a>. Existem diversas ferramentas digitais que se propõem a ajudar os times que estão distantes, a estruturar melhor a informação, gerar relatórios gerenciais e por ai vai. Algumas destas ferramentas são por exemplo o <a href="http://studios.thoughtworks.com/mingle-project-intelligence" target="_blank">Mingle da Thoughtworks</a>, o <a href="http://www.versionone.com/" target="_blank">VersionOne</a>, o <a href="http://www.greenpeppersoftware.com/confluence/display/GH/Plugin" target="_blank">Jira com Greenhopper</a> entre outros, vc pode ver uma lista mais extensa dessas ferramentas no <a href="http://weblogs.asp.net/wallen/archive/2008/02/05/agile-pm-tool-costs.aspx" target="_blank">blog do Wayne Allen</a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2673615514/"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3182/2673615514_424c907320_m.jpg" alt="" width="143" height="240" /> </a>Ainda acho que tudo se resolve com um bom e velho whiteboard, lembrando um dos princípios do <a href="http://www.agilemanifesto.org" target="_blank">Agile Manifesto</a> &#8220;<strong><em>Individuals and interactions over processes and tools</em></strong>&#8220;. Se for necessário gerar um report do andamento do projeto (ou do sprint) tire uma foto do whiteboard todos os dias e envie para quem precisa deste report. Não tem nada mais claro para verificar problemas e andamento de um time do que o whiteboard.</p>
<p>Hoje em dia a Globo.com esta recoberta de Whiteboards e os burndown charts podem ser vistos por toda a empresa, o que mostra como as coisas estão mudando por aqui. Mas isso não tira mérito das pessoas que tentam encontrar formas de melhorar o trabalho quando times precisam atuar em um mesmo projeto e estão separados geograficamente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2673615514/"> </a><a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2235290261/"><img class="alignnone" title="Scrum whiteboard" src="http://farm3.static.flickr.com/2002/2235290261_c62eeb5067_m.jpg" alt="" width="240" height="180" /> </a><a href="http://www.flickr.com/photos/acarlos1000/2092642957/"><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2086/2092642957_b3691eb69d_m.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Nas minhas leituras esporádicas de RSS encontrei um post sobre um projeto interessante do <a href="http://blog.crisp.se/henrikkniberg/" target="_blank">Henrik Kniberg</a> chamado <a href="http://www.whiteboardwiki.org/" target="_blank">Whiteboard Wiki (http://www.whiteboardwiki.org)</a>, que se propõe a recriar online, de uma forma simples e direta, o ambiente de um whiteboard.</p>
<p>De qq forma ainda acho que se vc tiver uma opção de manter o time co-locado, nem pense em outra alternativa, &#8220;<em>Take It</em>&#8220;. Em linha com isso esta um paper do Gary e Judith Olson chamado <a href="http://www.crew.umich.edu/publications/00-04.pdf" target="_blank">Distance Matters</a>, onde eles apresentam um estudo sobre o uso de tecnologia como forma de diminuir os problemas da distância. Abaixo segue a conclusão deste Paper:</p>
<blockquote><p>Collaborative work at a distance will be difficult to do for a long time, if not forever.There will likely always be certain kinds of advantages to being together. However, as a wide range of collaborative tools emerges, we will find useful ways to use them to accomplish our goals. If at some point in the past we had written a similar article about telegraphy, the telephone, radio, television, or fax machines, we would have had tables that catalog their shortcomings. However, in their own ways, all of them have turned out to have been useful for a variety of purposes, and they worked their ways into social and organizational life in enduring fashion. Indeed, some of the most profound changes in social and organizational behavior in this century can be traced to these tools. The rich repertoire of present and future collaborative technologies will have a similar fate. We will find uses for them, and descriptions of collaborative work in the future will enumerate the emergent social practices that have put these technologies to useful ends. But it is our belief that in these future descriptions distance will continue to matter.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>SCRUM e Toyota</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/07/scrum-and-toyota/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 19:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Isso com certeza não é novidade mas talvez alguns não tenham lido, o Boris Gloger fez um paper há alguns anos fazendo um paralelo entre os 14 princí­pios de sucesso da Toyota, citados no livro The Toyota Way do Jeffrey Liker. As metodologias ágeis tem tudo a ver com o TPS (Toyota Production System) e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso com certeza não é novidade mas talvez alguns não tenham lido, o <a href="http://scrum4you.wordpress.com" target="_blank">Boris Gloger</a> fez um paper há alguns anos fazendo um paralelo entre os 14 princí­pios de sucesso da Toyota, citados no livro <a href="http://www.amazon.com/Toyota-Way-Jeffrey-Liker/dp/0071392319/" target="_blank"><em>The Toyota Way</em></a> do Jeffrey Liker.</p>
<p>As metodologias ágeis tem tudo a ver com o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Toyota_Production_System" target="_blank">TPS (Toyota Production System)</a> e sempre que alguém fala de formas ágeis de desenvolvimento acaba citando a Toyota como uma das criadoras destes princípios. Na verdade o link entre estas duas coisas vem do fato de que a Toyota foi uma das grande empresas que começaram a empregar o Lean Thinking na década de 1970, nas palavras de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taiichi_Ohno" target="_blank">Taichi Ohno</a> um dos criadores do TPS, o foco da Toyota era &#8220;<em>the absolute elimination of waste, where waste is anything that prevents the value-added flow of material from raw material to finished goods&#8221;. </em></p>
<p>Esse é o grande foco das metodologias ágeis em relação aos processos em cascata (waterfall), eles são focados no valor adicionado pelo desenvolvimento seguindo os principios constantes no <a href="http://www.agilemanifesto.org" target="_blank">Agile Manifesto</a>.</p>
<p>Enfim, este paper do Boris é uma leitura simples, rápida e fácil e que ajuda a enriquecer um pouco mais nossa cultura sobre SCRUM e suas origens.</p>
<p>Aqui esta o link para o paper: <a title="http://www.glogerconsulting.de/downloads/Gloger_TototaScrum-170706.pdf" rel="nofollow" href="http://www.glogerconsulting.de/downloads/Gloger_TototaScrum-170706.pdf">Scrum Delivers or Scrum and the Toyota Way.</a></p>
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		<title>O perigo do mini-waterfall em times ágeis</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/07/o-perigo-do-mini-waterfall/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 06:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[Process]]></category>
		<category><![CDATA[Scrum]]></category>
		<category><![CDATA[development]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>
		<category><![CDATA[waterfall]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estou finalmente tirando o atraso do meu Google Reader e lendo alguns artigos e posts sobre Scrum e Agile development, me deparei com uma excelente iniciativa do Mark Levison chamada Agile/Scrum Smells (baseada em um projeto do Mike Cohn) com o objetivo de catalogar os principais problemas encontrados durante a implantação e dia-a-dia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estou finalmente tirando o atraso do meu Google Reader e lendo alguns artigos e posts sobre Scrum e Agile development, me deparei com uma excelente iniciativa do <a href="http://www.notesfromatooluser.com/" target="_blank">Mark Levison</a> chamada <a href="http://www.notesfromatooluser.com/2008/06/agilescrum-smells.html" target="_blank">Agile/Scrum Smells</a> (baseada em um <a href="http://www.mountaingoatsoftware.com/article_view/11-toward-a-catalog-of-scrum-smells" target="_blank">projeto do Mike Cohn</a>) com o objetivo de catalogar os principais problemas encontrados durante a implantação e dia-a-dia de práticas ágeis, em especial práticas ligadas ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Scrum_(development)" target="_blank">SCRUM</a>.</p>
<p>A lista esta sucinta, mas já constam diversos problemas muito comuns no dia a dia de equipes ágeis. Um dos problemas que me chamaram a atenção e é um problema que temos que evitar a todo custo é a formação do que venho chamando de <strong>mini-waterfalls</strong>. As pessoas com o tempo, mesmo quando estão dentro de times ágeis, tendem a voltar a fazer as coisas como sempre fizeram, principalmente quando aparecem problemas, <a href="http://www.controlchaos.com/" target="_blank">Ken Schwaber</a> descreve esta reação no seu livro <a href="http://www.amazon.com/Enterprise-Scrum-Ken-Schwaber/dp/0735623376/" target="_blank">The Enterprise and Scrum</a>, e a chama de &#8220;Muscle Memory&#8221;:</p>
<blockquote><p>Expect muscle memory to exert itself. When a project is going well, everyone is happy with Scrum. However, when stress, a problem, or an unexpected failure occurs, everyone tends to throw away Scrum and revert to their muscle memory. Teams don&#8217;t want to self-manage. They want to be told what to do. Managers don&#8217;t want to let teams self-manage. They want to command the teams in all matters, <a name="snippet"></a><a name="is abandoned"></a>down to the minutest detail. Teamwork is dumped for individual heroics. Quality is abandoned. Everyone draws on what they think has worked best in the past. (SCHWABER, The Enterprise and Scrum, Chapter 4).</p></blockquote>
<p>Bem, detalhamento um pouco mais, entre as <a href="http://agileconsortium.blogspot.com/2008/06/whats-team.html" target="_blank">caracteristicas de um time ágil</a> temos que ter um número pequeno de profissionais, com todas as habilidades necessárias para que se atinja o goal/visão definida pelo Product Owner e entregando o maior valor de negócio possível no menor tempo possí­vel, aplicando sempre o princí­pio de implementar &#8220;<a href="http://damonpoole.blogspot.com/2008/07/simplest-thing-that-could-possibly-work.html" target="_blank">The simplest thing that could possible work</a>&#8220;.</p>
<p>É neste ponto onde começam os problemas que vão gerar o <strong>mini-waterfall</strong>, geralmente as pessoas trabalharam toda a sua vida em empresas que empregam o princípio do <a href="http://www.agilemodeling.com/essays/bmuf.htm" target="_blank"><strong>Big Design Up Front (BDUF)</strong></a>, ou seja, primeiro as pessoas querem planejar todas as possí­veis variações do projeto, em todas as telas, todas as mensagens de sistema, todos os fluxos, todas as queries, todo o modelo de dados antes mesmo de começarmos a &#8220;meter a mão na massa&#8221; no projeto. Isso leva a departamentalização e ao faseamento do desenvolvimento em steps especializados: Levantamento de requisitos, análise, arquitetura da informação, design, provas de conceito, desenvolvimento, testes, produção. Com isso criamos um processo em cascata que incentiva o veneno deste tipo de abordagem: <strong>falta de compromisso com o todo</strong>, com o Goal e com a Visão, cada um faz a sua parte, e que o próximo na fila no processo dá o seu jeito para entregar para o próximo e assim por diante, as pessoas passam a ser responsáveis pelas suas <a href="http://scrumalliance.pbwiki.com/Specialized+Job+Roles" target="_blank">especialidades</a> e não pelo produto, pela entrega final. É triste ver um time, antes ágil, começando a criar hábitos cascateados e viciados.</p>
<p style="text-align: center;"><img style="border: 0pt none; margin: 0px; vertical-align: middle;" src="http://www.cartoonstock.com/lowres/vsh0700l.jpg" alt="" width="400" height="385" /></p>
<p>O que fazer? Este exemplo usado pelo Mark Levison mostra como seria uma postura ágil:</p>
<blockquote><p>A successful Scrum team does not need to be comprised entirely of generalists. However, for a team of specialists to be successful each specialist must accept general responsibility for the system as a whole. I may not know how to solve our project&#8217;s most intricate Oracle problems but I am going to do whatever I can to help, which may simply include taking on some of our database specialist&#8217;s other responsibilities to free her to solve the complex problems.</p></blockquote>
<p>Enfim, temos que nos policiar contantemente e observar se não estamos voltando aos nossos velhos hábitos, e lembrar que é muito difícil mudar a cultura das pessoas e da organização, e que isso é um trabalho de paciência e perseverança.</p>
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		<title>Entrevista Mike Cohn: Agile scaling and scope</title>
		<link>http://www.acarlos.com.br/blog/2008/06/entrevista-mike-cohn-agile-scaling-scope/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 02:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agile]]></category>
		<category><![CDATA[Scrum]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo o Blog do Alexandre Magno vi este vídeo do Mike Cohn, muito bom altamente recomendavel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o Blog do <a href="http://amagno.blogspot.com" target="_blank">Alexandre Magno</a> vi este vídeo do <a href="http://www.mountaingoatsoftware.com/" target="_blank">Mike Cohn</a>, muito bom altamente recomendavel.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FkWglejhJZM&amp;hl=en" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/FkWglejhJZM&amp;hl=en" wmode="transparent"></embed></object></p>
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