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Amazon Kindle, como usar no Brasil

Todo mundo sabe que tenho alguns desvios de personalidade, um deles é meu vício por gadgets, dado isso, eu poderia muito bem me satisfazer com os gadgets que estão disponíveis no Brasil ou que, pelo menos, funcionam muito bem em terras brasileiras.

Meu problema é que na Globo.com temos um ambiente que acaba me motivando a testar estas coisas que mal saíram nos Estados Unidos, culpa entre outras pessoas do Javali Jr, Guilherme Chapiewski e principalmente o Azambuja. Pois bem, dado isso, comprei algumas semanas atrás o Amazon Kindle, fiz uma ampla pesquisa e li muitos reviews, fóruns e blogs para saber se eu conseguiria usá-lo plenamente no Brasil e conclui que seria possível, mas não plenamente

Como comprar e usar o Kindle no Brasil

A seguir vou fazer um breve relato da minha experiência com este pequeno gadget e explicar como fazer para usá-lo no Brasil.

Antes de sair por aí comprando um monte de “Kindle”s é preciso que vc saiba que usá-lo no Brasil não é uma tarefa trivial, é preciso fazer várias coisas relativamente avançadas para usá-lo e continuar comprando livros para o aparelhinho.

Kindle Start upPrimeira coisa a fazer é que vc tenha em seu cadastro da Amazon um endereço de shipping Americano, com isso passamos o primeiro item de segurança da Amazon, ela somente deixa que você compre livros para o Kindle se for um residente nos EUA. ë importante reforçar que vc só poderá comprar livros digitais para o Kindle se vc já tiver comprado um Kindle. A Amazon associa o aparelho a sua conta.

No caso de comprar livros para o Kindle, a Amazon só confere a localização geográfica quando se tenta usar um cartão de crédito como forma de pagamento. Para contornar esta barreira, é preciso comprar um Gift Card da Amazon, e adicionar os créditos na sua conta.

Depois que vc adicionou os créditos do Gift Card na sua conta, agora é preciso adicionar um endereço americano na sua lista de Shipping Addresses, e depois editar suas configurações de 1-Click Ordering e retire todas as opções de pagamento com cartão do seu 1-Click Ordering, assim a Amazon passará a consumir os créditos de Gift Card da sua conta.

A última alteração necessária no 1-Click Ordering é associá-lo com o Shipping Address americano que vc criou anteriormente (é importante reforçar que este shipping address não tenha nenhum cartão de crédito associado).

Feito isso vc esta pronto para comprar livros do Kindle na Amazon, encontre o livro que vc deseja e clique no botão . Se vc estiver nos Estados Unidos o livro será entregue diretamente no seu Kindle em questão de segundos, mas se vc estiver fora dos Estados Unidos o acesso sem fio não irá funcionar e vc terá de acessar no site da Amazon o seu Media Library, clique em Your Collection depois em Kindle Items, vc verá uma lista de todos os itens que vc comprou para o seu Kindle e pode baixar os arquivos para seu computador e depois passar para o aparelho via USB.

Ao plugar o Kindle no Computador ele irá aparecer como um drive comum, e vc deverá colocar os arquivos .awz no folder Documents para que o Kindle possa reconhecer os arquivos.

Primeiras Impressões

Pontos positivos:

  • A tela é muito boa, mas muito boa mesmo, ela usa uma das últimas versões de tela E-Ink com 6 tons de cinza, é possível ler os textos com excelente nitidez.
  • O tempo de uso da bateria é contado em dias, o que é possível graças ao uso do E-Ink, que usa energia apenas quando o conteúdo na tela muda, se vc ficar com a tela parada na mesma página o gasto de energia é insignificante.
  • Conteúdo, aqui o ponto positivo é para a quantidade de conteúdo que já esta presente, mais de 125.000 livros e algumas dezenas de jornais e revistas, claro que todos em Inglês. E os preços dos livros Kindle são em geral bem mais baratos do que suas versoes impressas sem falar que não é preciso pagar o shipping.
  • A conexão wireless é fantástica, ao comprar um livro no Kindle ele é baixado em alguns segundos, o mais legal acontece com a assinatura de jornais, que sao baixados automáticamente e quando vc acorda já estão no Kindle.

Alguns problemas que já pude reparar:

  • A tela não é Touch screen, isso é muito ruim, principalmente se vc esta acostumado com a usabilidade do iPhone.
  • É bem complicado pegar o Kindle sem pressionar alguma tecla por engano, principalmente as teclas de próxima página e página anterior.
  • Teclado é bem estranho de usar e o tempo de resposta é bem lento, mas nada muito grave.
  • Sem backlight, ou seja, vc precisa ter alguma fonte de luz para poder enxergar a tela quando estiver em um ambiente escuro, o que não é tão ruim já que temos que fazer o mesmo com livros de papel. Isso ajuda a preservar o tempo de autonomia do gadget.
  • Conteúdo, livros e revistas apenas em Inglês e também tem poucos livros de tecnologia, acho que eles poderiam ter caprichado mais neste último quesito já que early adopters em sua grande maioria trabalham com tecnologia e estes serão os primeiros clientes do Kindle, não tenho dúvida.
  • Suporte a múltiplos formatos não é o forte do Kindle, ele não suporta arquivos comuns como PDF, DOC e ODT. A conversão dos arquivos para o formato Kindle, que nada mais é que um arquivo .mobi só que com a extensão .azw e uma chave de encriptação específica, também poderia ser facilitada, você tem duas opções: enviar para a Amazon por e-mail ou usar o Mobi Creator, que só funciona em Windows. A lista de arquivos suportados pelo Kindle pode ser vista aqui.
  • Livros que se baseiam muito em imagens não se adaptam bem a tela do Kindle, que tem baixa resolução, neste caso é melhor continuar com a versão impressa.
  • Ponto levantado pelo Tiago Motta, o Kindle não tem o cheirinho de livro novo, adoro o cheiro de um livro novinho em folha.

Desempacotando o Kindle

Abaixo estão algumas fotos do unboxing do Kindle, a caixa é muito bem feita ao abrir a embalagem vc tem a empressão de estar abrindo um produto da Apple, mas isso passa logo, quando se vê o Kindle já vemos que não é um produto Apple, apesar do formato ser bem diferente. O Kindle vem com bateria suficiente para ser usado por alguns dias, mas é recomendável completar a carga logo de cara, o que não toma mais do que alguns minutos.

Ao ligar o Kindle vc verá que existem dois itens pré-instalados nele, uma carta do Jeff Bezos personalizada (nice touch) e o manual do aparelho, claro que nao viria em papel :-)

Usar o aparelho com a rede sem fio é outra coisa, é possivel comprar livros em questão de segundos, ainda bem que não funciona no Brasil, senao estaria falido :-). Tb é legal a opção de assinatura de jornal, com a rede sem fio o jornal é entregue todo dia de madrugada e quando vc acorda a versao digital já está no seu Kindle, muito legal.

Hackeando o Kindle

Como o Kindle roda uma versao de Linux Embedded, já existem um hack  que permite ganhar acesso root ao aparelho. Dê uma olhada neste Blog: Reversing Everything

Outro hack interessante é este aqui que ensina como “crackear” os arquivos e-book em formato .mobi para serem lidos no Kindle.

SlingMedia demonstra versão para iPhone

O SlingMedia é uma soluções de vídeo mais legais que surgiram nos últimos tempos, assim como o TiVo trouxe o conceito de Time Shifting no inicio da década, o Slingbox trouxe um outro conceito muito importante para o consumo de TV digital, o chamado Place Shifting.

Se vc tiver um Slingbox, verá que é possivel acessar todos os recursos de sua TV de qualquer lugar que tenha uma boa conexão banda larga em uma grande gama de aparelhos móveis. Existem clientes de SlingBox para Windows Mobile, Symbian, Blackberry e Palm.

Obviamente que a empresa não iria deixar o hype criado pelo anuncio do iPhone 3G e da App Store passar despercebido. Sendo assim ela demostrou uma versão do SlingPlayer para iPhone e ficou muito legal, vejam o video abaixo.

Interesse em melhorar

Esta semana aconteceu uma coisa que fazia tempos que não via, na Globo.com temos um “evento” bem legal chamado TechTalk (baseado no Google TechTalk :-), onde abrimos um espaço a cada 15 dias para qq pessoa fazer uma apresentação técnica, sobre um evento em que fomos ou sobre alguma tendência ou sobre alguma coisa básica, como por exemplo comandos unix shell.

Sou um grande entusiasta do TechTalk, é nele que podemos abrir a cabeça e conversar sobre coisas que não necessariamente fazem parte do nosso dia a dia, ou vermos coisas novas do que aconteceu em algum evento em que mandamos nossos funcionários, como a MySQL Conf,  JBoss Conf, ou NAB entre outras. As vezes discutimos algumas implementações e dividimos conhecimento sobre metodologias e práticas ágeis.

Este é mais um espaço que abrimos para que as pessoas possam melhorar, se aprimorar, e conversar, não importando em que projetos ou times Scrum eles estão.

O ponto deste meu post é que nem sempre as pessoas querem compartilhar ou mesmo aprender alguma coisa nova, as vezes as pessoas querem simplesmente fazer o seu “servletzinho” e se fechar no seu mundinho, pra que saber shell, nao é verdade? Pra que saber onde a minha aplicação vai rodar? qual a infraestrutura? quanto de memória tem o App Server, como esta a CPU e I/O do mesmo?

Eu fico chateado com isso, quando se faz uma apresentação geralmente quem a esta fazendo, não o faz para aprender mais, muito pelo contrário, é para para dividir o conhecimento. E infelizmente algumas pessoas não querem aprender, ou pelo menos não querem aprender o que não esta na frente deles, estas pessoas esquecem que o que nos diferencia é o fato de não sermos óbvios e limitados, é enxergar as coisas e entender como elas funcionam, abrir a cabeça para várias tecnologias, pois assim na hora de decidir qual irá aplicar quando encontrar determinado um problema, saiba ver que é muito mais fácil usar um Shell script ou fazer um script Perl.

Audiencia TechTalk na Globo.com

Como o Guilherme Chapiewski diz (e acredito ter ouvido o Phillip dizer isso tb), odeio quando as pessoas dizem que são “Programador Java”, quando elas deveriam dizer que são desenvolvedores, não importa a linguagem, plataforma, domínio do problema.

Neste nosso mercado é preciso ter cada vez mais a vontade de querer aprender e melhorar. Uma vez ouvi de um executivo de Internet a seguinte fras

e: “Cacete, quando essa porra vai acabar, tem que ficar se reinventando o tempo todo, uma hora tem que acabar”. Pois é, isso é Internet, e nunca vai parar, nunca vai deixar de evoluir, sempre surgirão novas implementações, novas linguagens, novos projetos open source e nós temos que estar dispostos a aprender e continuar na onda. Eu adoro isso!

PS: Nesta terça-feira (29/04) tem um TechTalk especial sobre o que aconteceu na MySQL Conf.

Globo.com entre os 13 sites indispensáveis no Brasil

Ontem saiu um artigo no IDGNow falando sobre os 13 sites indispensáveis da Internet Brasileira, entre eles estão nomes óbvios como Google, UOL, Flickr (talvez não tão óbvio para os brasileiros), Orkut entre outros, mas fiquei feliz de ver que a Globo.com estava nesta lista.

Veja o artigo aqui: Os 13 sites indispensáveis da Internet Brasileira

O mais interessante é a importância que o artigo dá para os vídeos, que é justamente o que minha equipe é responsável, fiquei muito feliz de ver nosso nome e os elogios para os ajustes de usabilidade e design que a Globo.com esta fazendo, segue um trecho do artigo.

…Mais que isto: além do fator usabilidade dar um banho nos rivais diretos da web brasileira, a Globo.com conta com o evidente apelo da sua gigantesca base de vídeos, sejam eles o capítulo da novela de ontem ou a final do futebol na década de 80…

Estamos fazendo muitas mudanças na empresa para sermos mais ágeis e conseguirmos inovar mais e entregar mais funcionalidades para nossos usuários, uma das maiores mudanças que fizemos recentemente foi a migração da tecnologia de vídeo para o Flash Video e espero poder ter mais e mais coisas para mostrar aos usuários nos próximos meses.

Microsoft faz proposta para comprar Yahoo por 44 Bilhões de Dólares

Claro que vários de vcs já devem ter lido esta notícia em um monte de outros lugares (Aqui e aqui por exemplo), mas achei interessante indicar estes artigos do Silicon Alley Insider discute possibilidades de fução do Yahoo com eBay e Microsoft. Um dos artigos foi escrito na época do anuncio da aposentadoria da CEO do eBay , Meg Whitman, e quais seriam as próximas opções do eBay e que no final faria mais sentido ter uma fusão entre Yahoo e eBay. Microsoft and Yahoo bidding for eBay Plausible

Este outro artigo mostra o que seria uma boa opção de estratégia de fusão entre Yahoo e Microsoft. How to structure Microsoft Yahoo deal?

Aqui tem um Q&A bem legal do Search Engine Land: http://searchengineland.com/080201-123411.php

Qual seria o tamanho da nova Microsoft? Veja a ánalise do TechCrunch 

Microsoft and Yahoo together

Aqui tem a carta da Microsoft com a Proposta para o Yahoo:  The letter from Microsoft to Yahoo Board

E aqui tem o e-mail do Steve Ballmer para explicando o bid para os empregados da Microsoft, é engraçado como ele se refere ao Google “…an increasingly dominant player in this market.“.