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Archive for 'General'

Mudança de rumo, agora vou vestir roxo

Depois de mais de 7 anos na Globo.com, chegou a hora de mudar de rumo. Não, não estou saindo do mercado de Internet, nem de desenvolvimento de software para montar um grupo de pagode ou vender produtos Apple. Estou me mudando para São Paulo e me juntando a equipe do Yahoo! no Brasil, estou assumindo uma posiçãoo de gerente sênior de desenvolvimento em um time que preciso montar do zero (mas isso é assunto para outro post). Saio do Azul para o Roxo.

Hoje foi meu último dia e na segunda-feira (01/09/2008) já começo no Yahoo!, na verdade as últimas semanas foram bem pesadas, pois tenho um imenso link afetivo com a Globo.com e com as pessoas que fazem esta empresa. Quando saí­ da RealNetworks em 2001 para me juntar à  Globo.com, eu era apenas um engenheiro, não tinha equipe e sempre trabalhei sozinho. Nestes 7 anos tive o prazer de montar uma equipe sensacional e de trabalhar com alguns dos melhores profissionais de Internet e Tecnologia do Brasil, sem sombra de dúvidas. Nunca me faltaram desafios, nem técnicos, nem gerenciais, nem políticos/relacionamento e todos estes me fizeram crescer e ganhar maturidade como profissional e como pessoa.

O ambiente de trabalho da Globo.com sempre foi excelente, mesmo nas épocas de vacas magras e de bolhas estourando, é uma empresa com alta tolerância a erros e grande “liberdade”, e quando bem usado  é o ambiente ideal para se ter idéias e torná-las realidade. Empresas assim nos dias de hoje são raras.

É importante lembrar que a Globo.com é uma empresa de mídia na Internet, não espere que ela vá desenvolver Orkuts e plataformas de Mapas, o foco é em conteúdo e em tudo o que é possível se fazer em torno desta montanha de conteúdo que as Organizações Globo geram, seja em ví­deo, texto, fotos, etc, adicionando valor a esses assets.

Em um movimento pra tornar a Globo.com uma empresa mais “Internética”, gerou-se diversos fronts de ação e entre eles trazer talentos e profissionais de referência na comunidade de desenvolvimento, como o Phillip Calçado (hoje ThoughtWorks), Guilherme ChapiewskiPeleteiro e mais recentemente Fernando Meyer e Andrews Medina, que vieram juntar forças com as equipes existentes. Passamos a implementar um processo mais ágil de desenvolvimento (Scrum) e estamos caminhando com os ajustes e acertos necessários, mudar não é fácil!

Tive tb o privilégio de fazer parte de alguns dos maiores projetos da Internet Brasileira, Big Brother Brasil (todos os 8), transmissão ao vivo da Copa de 2006, NBA Live, trazer o Blogger.com para o Brasil, construir toda a infra de produção e distribuição de vídeos da Globo.com, o Globo Media Center (atualmente Globo Vídeos), Você na TV Globo e vários outros projetos internos que mantém a máquina funcionando. Foram MUITOS Gbps de tráfego e muitas noites varadas em janelas e montagens de infra e lançamentos. Sem falar nos campeões de audiência como G1.com.br e GloboEsporte.com, onde atuei marginalmente, mas foi super importante para mim.

Mas agora chegou a hora de passar o bastão, e de realizar meus próximos sonhos de infância seguindo humildemente os conselhos de Randy Pausch em “Really Achieving your Childhood Dreams” (este é um vídeo totalmente obrigatório).

Deixo a Globo.com em excelente forma, nas mãos de excelentes profissionais e com a certeza do dever cumprido.

Por fim, quero agradecer mais uma vez a toda equipe WebMedia: Guilherme “sem noção” Chapiewski, Marcello “Animal” Azambuja, Tiago “pac man” Peczenyj, Rafael “Burns” Pereira, Bruno “Boneca” Souza, Tiago “Sergio” Motta, Carlo “ZeD” Caputo, Vitor “Pedro” Pellegrino, Bruno “Dulça” Dulcetti, Caina “Caetano” Nunes, Guilherme “Ganso” Cirne, Bruno “Barney” Carvalho, Carol Caliopio, Thiago “Claudio” Mello, Leo Burla, Diogo Kiss, Anselmo “picanha com fritas” Alves, o recém chegado Paulo “Panoramix” Jeveaux e tb aos ex-WebMedia: Fernando Valente, Luiz Felipe “Henrique” Silva, Marco “the French” Bicudo e Phillip “Shoes” Calçado … e Especial aos velhos amigos Danilo “Picareta” Bardusco, Magno “Coró” Torres, Marco Lucio e Jacques Varaschim.

YOU GUYS ROCK!

Mozilla Ubiquity - uma nova forma de usar Internet

A Mozilla divulgou esta semana um projeto chamado, Mozilla Ubiquity, que tem a intenção de tornar o uso de Internet intuitivo e permitir que qq pessoa, com um mínimo de conhecimento, possa fazer seus próprios mashups, sem precisar esperar que um desenvolvedor faça isso.

O vídeo abaixo tem uma demonstração feita pelo Aza Raskin, do que é a primeira versão do Ubiquity, é realmente inovador e MUITO ANIMAL. A idéia não é nova e existem váriso aplicativos que ajudam a fazer estas coisas no Desktop, como o QuickSilver no caso do MacOS e o GNOME Do no Linux. É nestas horas que vemos como a Microsoft esta ferrada neste front de browsers e experiência, tudo o que ela esta fazendo de novo no IE8 são Activities e WebSlices e correndo atrás de adotar os padrões W3C.

Amazon Kindle, como usar no Brasil

Todo mundo sabe que tenho alguns desvios de personalidade, um deles é meu vício por gadgets, dado isso, eu poderia muito bem me satisfazer com os gadgets que estão disponíveis no Brasil ou que, pelo menos, funcionam muito bem em terras brasileiras.

Meu problema é que na Globo.com temos um ambiente que acaba me motivando a testar estas coisas que mal saíram nos Estados Unidos, culpa entre outras pessoas do Javali Jr, Guilherme Chapiewski e principalmente o Azambuja. Pois bem, dado isso, comprei algumas semanas atrás o Amazon Kindle, fiz uma ampla pesquisa e li muitos reviews, fóruns e blogs para saber se eu conseguiria usá-lo plenamente no Brasil e conclui que seria possível, mas não plenamente

Como comprar e usar o Kindle no Brasil

A seguir vou fazer um breve relato da minha experiência com este pequeno gadget e explicar como fazer para usá-lo no Brasil.

Antes de sair por aí comprando um monte de “Kindle”s é preciso que vc saiba que usá-lo no Brasil não é uma tarefa trivial, é preciso fazer várias coisas relativamente avançadas para usá-lo e continuar comprando livros para o aparelhinho.

Kindle Start upPrimeira coisa a fazer é que vc tenha em seu cadastro da Amazon um endereço de shipping Americano, com isso passamos o primeiro item de segurança da Amazon, ela somente deixa que você compre livros para o Kindle se for um residente nos EUA. ë importante reforçar que vc só poderá comprar livros digitais para o Kindle se vc já tiver comprado um Kindle. A Amazon associa o aparelho a sua conta.

No caso de comprar livros para o Kindle, a Amazon só confere a localização geográfica quando se tenta usar um cartão de crédito como forma de pagamento. Para contornar esta barreira, é preciso comprar um Gift Card da Amazon, e adicionar os créditos na sua conta.

Depois que vc adicionou os créditos do Gift Card na sua conta, agora é preciso adicionar um endereço americano na sua lista de Shipping Addresses, e depois editar suas configurações de 1-Click Ordering e retire todas as opções de pagamento com cartão do seu 1-Click Ordering, assim a Amazon passará a consumir os créditos de Gift Card da sua conta.

A última alteração necessária no 1-Click Ordering é associá-lo com o Shipping Address americano que vc criou anteriormente (é importante reforçar que este shipping address não tenha nenhum cartão de crédito associado).

Feito isso vc esta pronto para comprar livros do Kindle na Amazon, encontre o livro que vc deseja e clique no botão . Se vc estiver nos Estados Unidos o livro será entregue diretamente no seu Kindle em questão de segundos, mas se vc estiver fora dos Estados Unidos o acesso sem fio não irá funcionar e vc terá de acessar no site da Amazon o seu Media Library, clique em Your Collection depois em Kindle Items, vc verá uma lista de todos os itens que vc comprou para o seu Kindle e pode baixar os arquivos para seu computador e depois passar para o aparelho via USB.

Ao plugar o Kindle no Computador ele irá aparecer como um drive comum, e vc deverá colocar os arquivos .awz no folder Documents para que o Kindle possa reconhecer os arquivos.

Primeiras Impressões

Pontos positivos:

  • A tela é muito boa, mas muito boa mesmo, ela usa uma das últimas versões de tela E-Ink com 6 tons de cinza, é possível ler os textos com excelente nitidez.
  • O tempo de uso da bateria é contado em dias, o que é possível graças ao uso do E-Ink, que usa energia apenas quando o conteúdo na tela muda, se vc ficar com a tela parada na mesma página o gasto de energia é insignificante.
  • Conteúdo, aqui o ponto positivo é para a quantidade de conteúdo que já esta presente, mais de 125.000 livros e algumas dezenas de jornais e revistas, claro que todos em Inglês. E os preços dos livros Kindle são em geral bem mais baratos do que suas versoes impressas sem falar que não é preciso pagar o shipping.
  • A conexão wireless é fantástica, ao comprar um livro no Kindle ele é baixado em alguns segundos, o mais legal acontece com a assinatura de jornais, que sao baixados automáticamente e quando vc acorda já estão no Kindle.

Alguns problemas que já pude reparar:

  • A tela não é Touch screen, isso é muito ruim, principalmente se vc esta acostumado com a usabilidade do iPhone.
  • É bem complicado pegar o Kindle sem pressionar alguma tecla por engano, principalmente as teclas de próxima página e página anterior.
  • Teclado é bem estranho de usar e o tempo de resposta é bem lento, mas nada muito grave.
  • Sem backlight, ou seja, vc precisa ter alguma fonte de luz para poder enxergar a tela quando estiver em um ambiente escuro, o que não é tão ruim já que temos que fazer o mesmo com livros de papel. Isso ajuda a preservar o tempo de autonomia do gadget.
  • Conteúdo, livros e revistas apenas em Inglês e também tem poucos livros de tecnologia, acho que eles poderiam ter caprichado mais neste último quesito já que early adopters em sua grande maioria trabalham com tecnologia e estes serão os primeiros clientes do Kindle, não tenho dúvida.
  • Suporte a múltiplos formatos não é o forte do Kindle, ele não suporta arquivos comuns como PDF, DOC e ODT. A conversão dos arquivos para o formato Kindle, que nada mais é que um arquivo .mobi só que com a extensão .azw e uma chave de encriptação específica, também poderia ser facilitada, você tem duas opções: enviar para a Amazon por e-mail ou usar o Mobi Creator, que só funciona em Windows. A lista de arquivos suportados pelo Kindle pode ser vista aqui.
  • Livros que se baseiam muito em imagens não se adaptam bem a tela do Kindle, que tem baixa resolução, neste caso é melhor continuar com a versão impressa.
  • Ponto levantado pelo Tiago Motta, o Kindle não tem o cheirinho de livro novo, adoro o cheiro de um livro novinho em folha.

Desempacotando o Kindle

Abaixo estão algumas fotos do unboxing do Kindle, a caixa é muito bem feita ao abrir a embalagem vc tem a empressão de estar abrindo um produto da Apple, mas isso passa logo, quando se vê o Kindle já vemos que não é um produto Apple, apesar do formato ser bem diferente. O Kindle vem com bateria suficiente para ser usado por alguns dias, mas é recomendável completar a carga logo de cara, o que não toma mais do que alguns minutos.

Ao ligar o Kindle vc verá que existem dois itens pré-instalados nele, uma carta do Jeff Bezos personalizada (nice touch) e o manual do aparelho, claro que nao viria em papel :-)

Usar o aparelho com a rede sem fio é outra coisa, é possivel comprar livros em questão de segundos, ainda bem que não funciona no Brasil, senao estaria falido :-). Tb é legal a opção de assinatura de jornal, com a rede sem fio o jornal é entregue todo dia de madrugada e quando vc acorda a versao digital já está no seu Kindle, muito legal.

Hackeando o Kindle

Como o Kindle roda uma versao de Linux Embedded, já existem um hack  que permite ganhar acesso root ao aparelho. Dê uma olhada neste Blog: Reversing Everything

Outro hack interessante é este aqui que ensina como “crackear” os arquivos e-book em formato .mobi para serem lidos no Kindle.

SlingMedia demonstra versão para iPhone

O SlingMedia é uma soluções de vídeo mais legais que surgiram nos últimos tempos, assim como o TiVo trouxe o conceito de Time Shifting no inicio da década, o Slingbox trouxe um outro conceito muito importante para o consumo de TV digital, o chamado Place Shifting.

Se vc tiver um Slingbox, verá que é possivel acessar todos os recursos de sua TV de qualquer lugar que tenha uma boa conexão banda larga em uma grande gama de aparelhos móveis. Existem clientes de SlingBox para Windows Mobile, Symbian, Blackberry e Palm.

Obviamente que a empresa não iria deixar o hype criado pelo anuncio do iPhone 3G e da App Store passar despercebido. Sendo assim ela demostrou uma versão do SlingPlayer para iPhone e ficou muito legal, vejam o video abaixo.

Interesse em melhorar

Esta semana aconteceu uma coisa que fazia tempos que não via, na Globo.com temos um “evento” bem legal chamado TechTalk (baseado no Google TechTalk :-), onde abrimos um espaço a cada 15 dias para qq pessoa fazer uma apresentação técnica, sobre um evento em que fomos ou sobre alguma tendência ou sobre alguma coisa básica, como por exemplo comandos unix shell.

Sou um grande entusiasta do TechTalk, é nele que podemos abrir a cabeça e conversar sobre coisas que não necessariamente fazem parte do nosso dia a dia, ou vermos coisas novas do que aconteceu em algum evento em que mandamos nossos funcionários, como a MySQL Conf,  JBoss Conf, ou NAB entre outras. As vezes discutimos algumas implementações e dividimos conhecimento sobre metodologias e práticas ágeis.

Este é mais um espaço que abrimos para que as pessoas possam melhorar, se aprimorar, e conversar, não importando em que projetos ou times Scrum eles estão.

O ponto deste meu post é que nem sempre as pessoas querem compartilhar ou mesmo aprender alguma coisa nova, as vezes as pessoas querem simplesmente fazer o seu “servletzinho” e se fechar no seu mundinho, pra que saber shell, nao é verdade? Pra que saber onde a minha aplicação vai rodar? qual a infraestrutura? quanto de memória tem o App Server, como esta a CPU e I/O do mesmo?

Eu fico chateado com isso, quando se faz uma apresentação geralmente quem a esta fazendo, não o faz para aprender mais, muito pelo contrário, é para para dividir o conhecimento. E infelizmente algumas pessoas não querem aprender, ou pelo menos não querem aprender o que não esta na frente deles, estas pessoas esquecem que o que nos diferencia é o fato de não sermos óbvios e limitados, é enxergar as coisas e entender como elas funcionam, abrir a cabeça para várias tecnologias, pois assim na hora de decidir qual irá aplicar quando encontrar determinado um problema, saiba ver que é muito mais fácil usar um Shell script ou fazer um script Perl.

Audiencia TechTalk na Globo.com

Como o Guilherme Chapiewski diz (e acredito ter ouvido o Phillip dizer isso tb), odeio quando as pessoas dizem que são “Programador Java”, quando elas deveriam dizer que são desenvolvedores, não importa a linguagem, plataforma, domínio do problema.

Neste nosso mercado é preciso ter cada vez mais a vontade de querer aprender e melhorar. Uma vez ouvi de um executivo de Internet a seguinte fras

e: “Cacete, quando essa porra vai acabar, tem que ficar se reinventando o tempo todo, uma hora tem que acabar”. Pois é, isso é Internet, e nunca vai parar, nunca vai deixar de evoluir, sempre surgirão novas implementações, novas linguagens, novos projetos open source e nós temos que estar dispostos a aprender e continuar na onda. Eu adoro isso!

PS: Nesta terça-feira (29/04) tem um TechTalk especial sobre o que aconteceu na MySQL Conf.