Campus Party – Slides sobre Agile Development
Esta semana estive no Campus Party e fiz uma apresentação sobre conceitos básicos em Desenvolvimento Ágil com Scrum, abaixo seguem os slides.
Esta semana estive no Campus Party e fiz uma apresentação sobre conceitos básicos em Desenvolvimento Ágil com Scrum, abaixo seguem os slides.
Começa esta semana o Campus Party 2009, um dos maiores eventos de tecnologia e “coisas” digitais do Brasil, que possui diversas edições ao redor do mundo.
Neste ano vou fazer uma apresentação na área de Desenvolvimento no dia 22/01 às 18:00, falando, obviamente, sobre desenvolvimento ágil, onde vamos discutir sobre conceitos básicos e trocar algumas experiências sobre agilidade e os principais problemas na implantação destes principios nas empresas. Adicione ao seu Google Calendar ou ao seu Yahoo! Calendar.
O Yahoo! estará presente no Campus Party com dois stands e o patrocínio da área de blogs – a CampusBlog.

Um dos stands terá o Flickr como tema central na parte aberta ao público, próximo a praça de alimentação e o outro stand será na parte interna, junto aos “campuseiros”, ao lado do portão de acesso. Neste último onde haverá uma agenda de bate-papos sobre os produtos Y!, como o novo Yahoo Open Mail, Y! Respostas, Y!OS APIs e Flickr.
Haverão muitas outras apresentações na áre de desenvolvimento que com certeza serão bem legais como as do Fabio Akita sobre Ruby on Rails e do Pedro Valente sobre Y!OS APIs.
Continuando no tema de Agile UX, estive pensando bastante sobre a forma de trabalhar quando usamos técnicas ágeis comparando com o ambiente tradicional (waterfall), em paralelo conversei com algumas pessoas (UX guys) para saber o que eles acham, e minhas impressões seguem abaixo.
Adicionando um pouco de contexto, o foco deste post é conversar sobre duas formas de trabalhar em ambientes que envolvam UX no desenvolvimento de projetos Web:

Quando pensamos com mais calma sobre estas comparações, acho que a conclusão fica meio óbvia, principalmente se o objetivo é ter a melhor qualidade possível como “saída” do nosso trabalho. Explicando: ao desenvolvermos um projeto novo o que é mais fácil? Fazer pequenas partes muito bem, com foco total e com o decorrer do tempo ir desenvolvendo as outras partes enquanto se ve o software funcionando, OU fazer um grande projeto com milhões de partes de uma só vez, para depois de um tempo razoável entregar todas as telas e suas variações para a próxima área responsável? É importante lembrar que em times ágeis o que é definido como entrega é software funcionando e não um monte de telas, especificações, casos de uso ou documentações.
Fazendo um paralelo com o nosso dia a dia (pelo menos eu sou assim), quando tentamos fazer muitas coisas ao mesmo tempo, geralmente não fazemos nada com profundidade e no final acaba tudo ficando “meia boca”. Ao ir desenvolvendo novas funcionalidades ou melhorias a cada 15 dias (citando um exemplo da duração de um Sprint aqui no Yahoo!), podemos pensar bem a respeito do funcionamento de cada item e, mais importante, temos a chance de envolver todos no time nas decisões: desenvolvedores, designers, Produto, QA, etc. Com isso eu sinceramente acredito que a qualidade geral do produto e das decisões tomadas aumentam exponencialmente e ficam cada vez mais consistentes com o tempo.
Sempre que vi um projeto sendo feito da forma tradicional, existia um batalhão de Designers que faziam “milhões” de telas, para que todas as variações possíveis fossem mapeadas antes de serem entregues para a equipe de desenvolvimento, muitas vezes chamavamos estas pessoas de “replicadores de telas”. É óbvio que quando se faz um trabalho em massa, como se fosse uma fábrica, nem tudo terá a melhor solução e alguns parafusos deverão ser apertados mais tarde, algumas partes vão precisar de alguns remendos para encaixarem e com certeza várias das telas criadas nunca serão implementadas representando total perda de tempo e dinheiro. O mesmo acontece com as fábricas de software, elas fazem com que os desenvolvedores trabalhem em paralelo como se cada um fosse uma máquina (os famosos Code monkeys). Os designers “Replicadores de telas”, nada mais são do que uma versão da fábrica de software aplicada ao UX.
Estes são conceitos bem básicos sobre desenvolvimento ágil e que podem ser melhor visualizados através das duas figuras abaixo:

Figura 1: Sprints com entregas constantes
Na Figura 1, temos o modelo ágil onde ao final de cada Sprint sempre haverá uma entrega de software funcionando, ou seja, com entrega de valor para o cliente, valor perceptível e paupável, pois estes poderão ver seu produto funcionando e se tornando real de forma evolutiva. Uma situação interessante é que se o orçamento acabar no Sprint 3, pelo menos o produto terá 3 Sprints completos de funcionalidades entregues e funcionando em produção.

Figura 2: Metodologia Waterfall
Na Figura 2, temos o método tradicional, onde vemos que o produto só vai funcionar ao final de quase todas as etapas, o que pode levar a tomadas de decisão preciptadas. Aplicando a mesma situação, se o orçamento acabar na fase 2 (Arq. da Informação e Design) o que podemos entregar para o cliente é uma série de documentos e PSDs, nada de software funcionando.

Esta semana esta acontecendo em Las Vegas a maior feira de eletrônicos e gadgets dos Estados Unidos, a CES. Há algum tempo o Yahoo! anunciou uma parceria com a Intel no qual o Y! forneceria um novo engine de widgets (Konfabulator) com foco em aparelhos de TV. Abaixo segue um breve vídeo com um demo de uma Tv da Samsung que já vem com este engine embutido.
Primeira semana de 2009 e estamos todos voltando ao ritmo depois do recesso do final do ano, como é uma tradição que acontece em toda a Internet várias pessoas geralmente escrevem suas resoluções e objetivos para o novo ano e também tentam prever o futuro (or kinda) e dizer o que acham que irá acontecer em 2009. Esta será a minha primeira tentativa de “prever o futuro” LOL, vamos ver como me saio
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Micro-blogging: Como muitos já escreveram por aí, em 2009 o Twitter terá de se concentrar em achar um business model sem deixar de crescer sua audiência. No Brasil acredito que o Twitter já atingiu todos os early adopters e será difícil ele avançar para as massas muito além do crescimento orgânico do mercado, mas Micro-blogging veio para ficar e em 2009 vamos ver mais consolidação neste mercado. O Orkut deve lançar alguma funcionalidade que facilite o micro-blogging e a conversação assíncrona das pessoas nos meus diversos grupos de amizade.
Comunidades: Orkut continuará imbatível e gigantesco, acho que a plataforma de apps vai evoluir no segundo semestre, meio que seguindo a tendência ditada pelo Facebook que já tornou os seus apps algo secundário (em uma aba separada chamada Boxes). Haverá a grande briga para definir quem será o grande mantenedor da identidade digital (personas) dos usuários. Já não faz sentido sites e aplicações terem de criar – e manter - seus social graphs do zero quando os próprios usuários já elegeram onde mantêm atualizados seus dados e conexões. De qq forma é um mercado bem grande e ser o número 2, atrás do Orkut, não é nada mal. Mundialmente Google, Facebook e, correndo por fora, MySpace brigarão para que suas plataformas se tornem o padrão do mercado. No Brasil, Google já sai com alguns milhões de corpos de frente e o Friend Connect deverá se tornar o padrão por aqui.
Agregadores e LifeStreaming: Em 2008 vimos surgir um grande número de serviços agregadores, ou LifeStreaming, outros se consolidaram como FriendFeed, SocialThing e alguns se foram como o Pownce (deprecated), entre outros. O foco destes serviços em 2008 foi o de agregar o máximo possível de serviços e sites, ênfase total no volume. Com isso temos mais do que nunca uma sobrecarga de informações sobre todas as atividades que todas as nossas conexões fazem, é impraticável. Em 2009 vamos ver muitos novos agregadores surgirem, mas acho que os Players já estabelecidos deverão investir em algoritmos que façam com que o consumo do LifeStream das nossas conexões, seja mais relevante. Aposto que o FriendFeed será o grande destaque neste front.
Metodologias ágeis: Continuaremos a ver as metodologias ágeis se espalharem pelo Brasil com mais e mais cursos e certificados em metodologias como o Scrum, e devido ao fato de estas práticas se tornarem cada vez mais populares, vamos ter um fenômeno onde várias empresas vão fazer muita besteira e vão dizer que essas coisas de Post-its e Self Organization não funcionam, voltando para suas práticas convencionais e muito buzz vai surgir de que é o fim das metodologias ágeis, como já aconteceu em 2008. Tb vamos ver várias empresas tendo sucesso na implementação destas metodologias e com isso mais e mais material e cases vão surgir, e espero que não só no mundo de desenvolvimento Internet. É importante mencionar que vamos ter o primeiro Scrum Gathering acontendo no Brasil em 2009 e que promete trazer grandes nomes do Movimento Ágil, como Mike Cohn e Ken Schwaber. Tb acho que apesar dos esforços da comunidade não teremos muitos avanços na integração de metodologias ágeis com UX (ou experiência do usuário), ainda existem grandes barreiras culturais que segregam os profissionais de UX dos de Desenvolvimento e Engenharia. Acho que isso esta longe de se resolver, e é sem dúvida um assunto super interessante que vou acompanhar em 2009.
Celulares: Nenhuma novidade para 2009, tudo será a mesma coisa, pelo menos no Brasil, onde a maioria das pessoas faz somente chamadas de voz e no máximo manda SMS. Download de apps e software continuará sendo nicho do nicho e Internet de verdade continuará restrita ao iPhone, que por sua vez vai continuar nichado e caro.
Portais: Os portais devem começar a fazer mais personalização, se tornando “canvas” para aplicações OpenSocial, assim as apps feitas para o Orkut poderão ser tb instaladas na Globo.com, Yahoo! e outros portais. Nos mesmos moldes do que o LinkedIn e outros players estão fazendo nos Estados Unidos.
Advertising: A grana de propaganda será curta este ano e o mercado de Internet vai sentir, Google continuará o grande líder no mercado e devemos ver alguma consolidação em display nos EUA, mas no Brasil continuaremos na maior “zona”, talvez alguma Ad Exchange Network venha para cá, trazendo algum respiro de novidade para o mercado.
Video Technology: Adobe continuará nadando de braçada nesta área e o Flash Video se tornará cada vez mais agnóstico e estará presente em praticamente qq device com poder de tocar vídeo e se conectar na Internet (menos o iPhone). A Micro$oft deve continuar investindo no Silverlight, mas ela já percebeu que o jogo será muito mais difícil e de longo prazo, de qq forma como dinheiro não é um problema para a M$, ela deve anunciar uma versão mais madura do Silverlight na NAB2009, com melhores ferramentas de autoria. Sendo assim, não veremos concorrentes que incomodem a Adobe em 2009.
Acho que esta bom para uma primeira tentativa. Aqui tb tem algumas outras previsões, do John Battelle , Kara Swisher e Jason Calacanis.
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