Archive for May, 2008

Reconhecendo os números de quem te liga no iPhone (suporte a números Internacionais)

Para o Iphone com firmware 2.0, faça o seguinte (os arquivos que fiz foram para a TIM):

Aqui vc pode encontrar os arquivos: http://www.sendspace.com/file/mgwpdv

Acessem o iPhone via SSH e coloquem os arquivos em seus devidos lugares:

UIPhoneFormats.plist em /System/Library/Frameworks/UIKit.framework/PhoneFormats/

PhoneNumberTemplates.plist em /System/Library/PrivateFrameworks/AppSupport.framework/

TIM_Brazil.bundle em /System/Library/Carrier Bundles/

Para desabilitar a CallForward coloque o arquivo carrier.plist em /System/Library/Carrier Bundles/Unknown.bundle/

Mudem o formato para Portuguese > Brazil em Settings>General>International>Region Format

PS: no caso da Claro existe um Bundle pré configurado em /System/Library/Carrier Bundles/Claro_br.bundle/

OBS: Este post esta desatualizado e os procedimentos a seguir NÃO devem ser usados com os novos iPhones que possuem Firmware 1.1.2, 1.1.3 e 1.1.4. Por favor não tente fazer isso, pois seu iPhone pode ficar travado. Para estes novos firmwares usem o Ziphone em http://www.ziphone.org

Um dos problemas mais chatos do iPhone é o fato de ele não fazer o match reverso do número da agenda, com isso se vc não tiver o numero exato gravado na sua agenda, ele nunca irá mostrar o nome do seu contato, apenas o número.

Mais uma vez o Ricardo Vilar passou a dica de como fazer isso funcionar para o padrão de números Brasileiros, em seguida é preciso fazer a alteração no arquivo de formato de números para que o Iphone formate os números no padrão brasileiro.

Aqui segue o tutorial em inglês http://www.hackint0sh.org/forum/showthread.php?t=7736

Resumidamente:

1) No iPhone 1.0.x baixe o arquivo: http://cynix.org/iphone/AppSupport-8.tar.gz

1.1) Para os usuários de iPhone 1.1.1, usem esta versão aqui: http://cynix.org/iphone/AppSupport-1.1.1-8.tar.gz

2) Descompacte-o e suba o arquivo AppSupport, para o seguinte path no iPhone, você pode usar o iBrickr (apenas com o firmware 1.0.2) ou SSH (usando SCP ou WinSCP)

/System/Library/Frameworks/AppSupport.framework/

3) Para o iPhone 1.0.x, baixe o arquivo ABPhoneFormats.plist e substituir o original em: /System/Library/Frameworks/AddressBookUI.framework/ABPhoneFormats.plist

E reinicie seu iPhone, pronto!

3.1) No caso do iPhone com firmware 1.1.1 são necessário alguns passos adicionais, deve-se usar o arquivo UIPhoneFormats.plist e substituir o original que está em: /System/Library/Frameworks/UIKit.framework/PhoneFormats/UIPhoneFormats.plist

Ainda para o iPhone 1.1.1, é preciso habilitar as opções Internacionais, e definir o formato de número para Brasil:
Baixe este arquivo: M68AP.plist e substitua o original em /System/Library/CoreServices/SpringBoard.app/

Reinicie seu iPhone 1.1.1 vá em Settings>General>International>Region Format e escolha Brasil

Aproveite e habilite o teclado em Português em Settings>General>International>Keyboards

Inovação ou erosão

Esta semana estou em Nova York para participar do Streaming Media East Conference e no vôo de Miami para NY, comprei a Business Week desta semana, que tem o Steve Ballmer na capa. A matéria de capa fala sobre o enrolo Microsoft+Google+Yahoo, nada demais ali, mas na página 48 tem uma matéria bem interessante sobre a Westinghouse, uma empresa secular da área de energia que tem como grande especialidade a construção, manutenção e serviços em usinas nucleares.

Obviamente, em uma empresa que projeta reatores e usinas nucleares a inovação e experimentação não eram vistos com bons olhos, na verdade era inibida sempre que possível. Em 2006 a Toshiba (WTF?) comprou a Westinghouse Electric por US$ 5.4bi e começou uma nova fase na empresa, iniciou-se um processo incentivo a inovação em toda a empresa, sem comprometer a integridade dos sistemas e produtos atuais.

Obviamente este é um processo que esta bem longe de terminar, o foco da inovação no contexto da Westinghouse esta bem localizado na criaçao de novos serviços que podem ser prestados para os atuais clientes e tb em novos serviços para clientes que possuem produtos da concorrência. O processo começou escolhendo os melhores gerentes e alocando eles como “Growth Leaders” com a atribuição exclusiva de buscar novas oportunidades e tecnologias, eles tem a liberdade de conversar com todas as áreas da empresa em busca de novas idéias que separadas nao valem muito mas juntas podem formar um serviço novo e diferenciado.

Na verdade o que mais me chamou a atenção na matéria foi a seguinte frase:

If you only do what you know and do it very, very well, changes are that you won’t fail. You’ll just stagnate, and your work will get less and less interesting, and that’s failure by erosion. True failure is a mark of accomplishment in the sense that something new and different was tried.

Isso tem tudo a ver com a nossa industria e nós já sabemos isso de cor, a construção de software passa sempre por falhar, aprender com os erros e melhorar (PDCA), mas nunca tinha lido nada do gênero com uma industria tão peculiar quanto a de energia nuclear. O que reforça mais uma vez que ter a atitude de tentar coisas novas é uma caracteristica cada vez mais importante em qualquer profissional em qualquer ramo de trabalho.

Google lança o Friend Connect

Google lançou alguns dias atrás o Friend Connect, um recurso que permitirá uma forma mais fácil de integrar as suas ações online nas diversas aplicações sociais que estão por ai.

Mais uma vez o Google dá um passo a frente e se coloca como ferramenta e não necessariamente como um site de relacionamento social como é o Orkut.

O @nandop fez um post bem legal com as primeiras impressões sobre o este novo serviço do Google, vale a leitura.

O difícil caminho da Microsoft na Internet

Nos últimas semanas temos ouvido muito sobre a Microsoft não por causa do Vista e seus problemas mas, principalmente devido ao “Hostile Bid” de 44,6 Bilhões de dólares que a empresa fez para comprar o Yahoo.

MS yahoo

Nesta semana a Microsoft “walked away” e desistiu da oferta de comprar o Y!, isso nos faz pensar o que a Microsoft fará para deter o Google na sua expansão online. IMHO o que esta acontecendo com a Microsoft é que ela demorou a entender as novas possibilidades que surgiram com a Internet, na verdade a Microsoft nunca gostou da Internet ela apenas aceitou que isso existe e usou todo o seu poder ($$$) para destruir a Netscape e colocar o seu browser como a “única” opção, mas o que estamos vendo agora é que essa estratégia da MS que funcionou tantas vezes não esta mais funcionando, a empresa é lenta e tem um mindset antiguado, um mindset de desktop.

Ela parece viver em ciclos de 4 em 4 anos, e neste interim abandona seus produtos totalmente, vejam o que aconteceu com o Internet Explorer e com o Windows Media, no primeiro caso é nítida a lentidão com relação ao Firefox, uma das provas é que até agora não li nada de relevante sobre o IE8 a não ser que eles estão tentando ser mais compliants com os padrões W3C, tentando ser copliant agora?? Em 2008?? Pelo amor de Deus!!! O FF3 vai trazer algumas novidades bem legais, promete arrumar os leeks (let’s hope) e vai continuar pequeno 5 ou 6 MB, já o IE7 precisa de uns 100MB, imagina o que será o IE8.

No caso do Windows Media foi muito pior, a Adobe tomou o mercado de supetão e agora vai ser muito difícil e vai custar uma boa grana para a Microsoft se equiparar. O Silverlight esta MUITO longe do ecosistema que existe em torno do Flash, e vejam que não necessariamente estamos falando de soluções de código aberto, a Adobe é a empresa que mais odeia Open Source depois da MS.

Eu lembro de falar com alguns executivos da MS alguns anos atrás e alertar que o Windows Media estava ficando pra trás e que nós na Globo.com não teriamos opção e iriamos usar cedo ou tarde o Flash, a resposta foi no mínimo triste. Toda a empresa na época estava focada em terminar o Vista e o novo Office, todo o resto foi colocado de lado, incluindo ai o IE e o Windows Media, este foi o preço a se pagar.

Você pode notar que a Microsoft esta tomando uma surra em quase todos os segmentos, Windows Mobile 6.1 não mudou quase nada em relação ao que era a 3 anos atrás, nem o Messenger mobile a Microsoft consegue fazer direito, existem milhões de opções de desenvolvedores terceiros que são melhores e não vou nem perder tempo com o IE mobile, este simplesmente não existe.

MS SoapboxAlguns de vcs talvez não saibam, pois não se falou muito deste produto no Brasil mas a MS tentou criar um concorrente para o YouTube que se chamava Soapbox, ela errou em todos os passos, primeiro com a velha mentalidade de usar o Windows Media como formato de vídeo, depois trocou o player para Flash, mas aí era tarde demais, hoje o SoapBox não passa de uma aba no MSN Video.

A Microsoft também não tem nada relevante com relação a comunidades, o Orkut impera no Brasil e Facebook e MySpace dominam o mercado americano, o Google fez um lance de mestre e lançou o Open Social enquanto isso o Live Spaces é irrelevante e talvez tenha o mesmo destino do Soapbox, virando uma aba no Hotmail talvez :-) . Claro que nesta área de comunidades tudo pode se “resolver” com alguma aquisição, Facebook e MySpace são compráveis e estão dentro do alcance da empresa de Bill. Aliás a News Corp já deu sinais de que pretende se livrar do MySpace em breve.

ZuneA Microsoft também tentou entrar no mercado de MP3 Players com seu aparelho Zune, que já deve ter vendido em torno de 2MM de unidades, o que representa 4% de marketshare contra 71% do iPod, mas o produto apesar de ter evoluido razoavelmente nos últimos meses (lançou suporte a uma loja de vídeos nesta semana), ainda esta longe de ter o appeal e facinio que o iPod conquistou. Mais um exemplo da mentalidade ultrapassada da MS é que ao comprar músicas no Zune Marketplace vc paga em Microsoft Points, WTF? Por exemplo, um vídeo custa 160 Microsoft Points que é o equivalente a $1,99, pra que facilitar se vc pode complicar.

O Vista vende bem apesar de tudo, mas ele esta sendo adotado mais porque as pessoas não tem opção, e ao comprar um micro novo elas não podem escolher ficar com o XP, se houvesse esta opção, não tenho dúvida que o XP venderia mais. No mundo corporativo a história é diferente, as empresas estão evitando com todas as força migrar para Vista. Até a Amazon surpreendeu o mercado com seu Amazon Web Services, e Google e a própria Microsoft estão correndo para oferecer soluções de “Infrastructure as a Service” ainda este ano, o Google já deu o primeiro passo com o AppEngine e a SUN esta repensando os serviços que já oferecia em um projeto chamado Hydrazine.

Dado este cenário vemos porque a empresa de Seattle estava disposta a pagar tanto pelo Yahoo!, era uma opcão de colocar sangue novo na empresa, apesar de o Yahoo não ser nenhuma Brastemp em tempos de Googleplex e computação nas nuvens :-) , mas o Yahoo ainda é o maior site do mundo em audiência e tem algumas propriedades interessantes como o Flickr, Del.icio.us, UpComing, OneSearch, Right Media, entre outros que ajudariam a incrementar o portfolio do Live.com

Além disso, tem toda a disputa pelo mercado publicitário online (a atual galinha dos ovos de ouro), que esta cada vez mais sob o controle do Google e começa a gerar o efeito Tostines, onde se você não tem audiência suficiente não há quem anuncie no seu site. Com a compra do Yahoo, a Microsoft iria ganhar escala e um grande volume de tráfego para suas ferramentas de advertising (MS AdCenter, Yahoo Publisher Network, Right Media, Maven, Yahoo AMP e aQuantive) criando assim algum tipo de resistência ao crescimento do Google.

Enfim, a empresa de Bill Gates tem uma dura empreitada pela frente, só que agora o seu principal concorrente tb tem dinheiro pra brincar, por outro lado a MS ainda tem uma posição privilegiada no mundo dos desktops. A questão é, por quanto tempo o desktop será relevante para as pessoas?

Google TV Ads entra no ar

Como era de se esperar a inovação não virá das empresas de TV, claro que as grandes redes de TV não estão interessadas em abrir suas redes e suas janelas de advertising para que seja possível a veiculação de um spot de propaganda que participou de um leilão online para definição de seu preço. E mais um agravante é o fato de que o anunciante não tenha comprado diretamente de seus departamentos comerciais, mas mais uma vez o Google veio mostrar o que se pode fazer para mudar os conceitos e os paradigmas.

Mesmo que a maioria das empresas de TV nunca fechem em parceria com o Google para mostrar os Google TV Ads (porque não fazer isso para os horários da madrugada, por exemplo, pelo menos para testar), a interface e a facilidade de criar uma campanha apenas acessando algumas páginas através de um Browser é fantástica e acho que toda empresa de TV deveria tomar isso como exemplo e pensar em modernizar seus sistemas de atendimento as agências e parceiros comerciais.

Por enquanto, os comerciais do Google estão sendo veiculados em mais de 125 canais via Dish Network, segunda maior broadcaster via satélite dos Estados Unidos. Entre os primeiros a anunciar através da nova plataforma estão nomes de peso como Intel, E*trade, Financial Corp e 1-800-flowers.com Inc

Se vc trabalha em uma empresa de TV este video abaixo é um MUST HAVE.

http://www.google.com/adwords/tvads/

Simplesmente fantástico, mas concordo totalmente Merrill Brown, que foi Editor Chefe do MSNBC.com, quando ele diz que as empresas de mídia tem uma grande barreira quando o assunto é inovação e quando se fala de advertising a barreira é MUITO grande, imagine então quando se fala de advertising na TV. :-)

Merrill comenta o caso do fracasso da startup Backfence.com, site especializado em hyperlocal news:

One of the big reasons why the startup failed is that it did not offer “self service” advertising tools that made it super easy for local companies to create and deploy ads. Instead, Backfence had to rely on a pre-1999 business model of sending a sales force door-to-door in the local communities that it served.

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